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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Leão ferido, desfigurado. Uma vergonha!

O Clube do Remo está com um timinho horrível, e certamente causará grandes aborrecimentos aos seus simpatizantes, entre eles, este unzinho deste blog. Ontem, ao fim do jogo contra o Cuiabá, com o placard de 1x1, um azulino que estava sentado ao meu lado em cadeiras do Mangueirão, olhou pra mim e disse: "Mestre, não fique triste, porque estes nossos atletas ainda nos darão grande alegria". Eu, imediatamente, perguntei: quando será que isto acontecerá?. Resposta: "Quando todos eles forem mandados embora e a diretoria do Clube criar vergonha e monte um time competitivo, capaz de nos levar à série B." Mas, enquanto isso não seja concretizado, eu continuarei gritando: "Leão, eu te amo!"

Sem protestos, sem invasões, todos pagavam seus empréstimos

A Agência do BASA em Rurópolis, inaugurada em 1974 com a presença do presidente Emílio Garrastazu Médici
Na companhia do Engenheiro Agrônomo José de Ribamar Macatrão Pires, eu participava das fiscalizações nas propriedades dos agricultores financiados.
Na década de 70, instalei e gerenciei a agência do Banco da Amazônia em Rurópolis Presidente Médici. Efetuamos centenas de empréstimos/financiamentos aos agricultores que, em terras doadas pelo Incra, faziam o plantio de milho, feijão e, principalmente, arroz. 

Após as fiscalizações "in loco", era liberado dinheiro, parceladamente, para preparo do solo, plantio e colheita do produto. Diferentemente do que acontece atualmente, os agricultores  pagavam totalmente os valores dos empréstimos, sem protestos, sem invasões às agências bancárias, enfim, sem tentativas de obterem os tais perdões de suas dívidas.

Clonando Pensamento: O voto

Como já se fala, e até o povo está indo às ruas para pedir eleições diretas, é imprescindível que os eleitores observem isto, que foi ensinado pelo saudoso político paraense, Osvaldo Melo:
"Não se vota por interesse pessoal. O voto é uma expressão da dignidade humana. Por isso, o voto não se compra, não se vende, não se troca. Seria aviltar a pessoa, reduzi-la à condição de objeto, de mercadoria. O voto é uma espécie de procuração: concede-se aos eleitos, poderes para agir em nome dos cidadãos. Se o voto é um direito e um dever, é preciso exercê-lo com honestidade, dignidade e responsabilidade. É imprescindível escolher os melhores".

Barroso: "A jurisprudência não pode ir mudando de acordo com o réu"

No site O Antagonista
O ministro Luís Roberto Barroso se opõe à ideia de Gilmar Mendes de rever a decisão do STF que, por 6 votos a 5, determinou a prisão de réus condenados em segunda instância.

O Judiciário não pode servir como "um instrumento para perseguir inimigos e proteger amigos", disse Barroso, agora que a Lava Jato chegou a Michel Temer (PMDB) e Aécio Neves (PSDB). "A jurisprudência não pode ir mudando de acordo com o réu". O Antagonista destaca as demais declarações do ministro à Folha sobre o tema:

"Você só muda a jurisprudência quando existe mudança na realidade ou na percepção social do direito. Não aconteceu nem uma coisa nem outra".

"É preciso mostrar às novas gerações que o crime não compensa e que o mal não vence no final. Será uma pena se o Brasil retroceder nisso".

"Voltar ao modelo anterior é retomar um sistema que pune os pobres e protege os criminosos que participam de negociatas com o dinheiro público".

"O risco de impunidade dos criminosos de colarinho branco continua real, e a percepção da sociedade é de que a Justiça precisa enfrentá-los com punições mais céleres".

No Diário do Poder - Claudio Humberto

Contra a crise, aliados de Temer avaliam licença
O presidente Michel Temer tem uma opção para tentar solucionar a crise, segundo segredaram políticos a ele ligados: licença temporária para se dedicar à defesa. A Constituição proíbe o afastamento do cargo por mais de 15 dias, exceto sob autorização do Congresso. A autorização pode ser feita, por exemplo, com Lei Complementar prevista na Constituição e até hoje não-regulamentada, que transfere temporariamente os poderes para o vice-presidente.
Substituto temporário
No caso de licença, assumiria a presidência o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, caso isso venha a ser definido no plenário.
Nem direta, nem indireta
A licença temporária não configura “vacância do cargo”, dispensando a convocação de eleições indiretas, como prevê a Constituição.
O prejuízo é nosso
A depredação e as invasões aos prédios dos ministérios da Agricultura, Meio Ambiente, Planejamento e Ciência, Tecnologia e Inovação e Cultura chegam a R$ 2,3 milhão. Só na Agricultura foi R$ 1,1 milhão. 

Protesto por eleições diretas e contra Temer reúne multidão em Copacabana

 
Manifestantes fizeram um protesto ontem (28) contra o presidente da República, Michel Temer (PMDB), e que o substituto para o eventual mandato tampão seja escolhido por eleições diretas. A concentração começou por volta de 11h em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro e o ato durou até cerca de 19h.

Em meio a intensa neblina, manifestantes ocuparam quase uma quadra, fechando as duas pistas da Avenida Atlântica. Muitos ficaram na areia. Artistas, políticos e militantes defenderam a mudança da constituição para permitir eleições presidenciais antes de 2018. A constituição determina que se Michel Temer sair ou for destituído, o congresso tem 30 dias para escolher o substituto por meio de eleição indireta.

Os organizadores não chegaram a um consenso sobre o número de participantes, mas, até a noite, a estimativa de público dos organizadores variou entre 15 mil e 50 mil pessoas. No Rio, a PM não divulga cálculos sobre a quantidade de pessoas que reúnem os protestos.

Artistas também participavam do ato, como Daniel de Oliveira, Sophie Charlotte e Renato Góes.

Às 13h, começou a tocar o Cordão do Bola Preta, tradicional bloco de carnaval do Rio. Algumas versões eram parodiadas, incluindo na letra "Fora Temer" ou "Diretas Já".

"A gente pensou esse ato durante a última manifestação na Cinelândia. Aquela repressão, aquele cenário, fez com que a gente pensasse num ato diferente, que dialogasse com a população. E o 'Diretas Já' é um 'Fora Temer'. A gente espera que isso ecoe pro resto do país", afirmou Ana.

Vários artistas contrários ao presidente tinham shows previstos durante o ato, como Mano Brown, Cordão da Bola Preta, Otto, Maria Gadu, Martn'ália, Pretinho da Serrinha, Teresa Cristina, Digitaldubs e Bnegão, e Pedro Luis. Por volta das 17h, Caetano estava no palco. Ele levantou o público com músicas como "Podres poderes". Ele foi sucedido por Milton Nascimento. Pouco antes, Criolo já tinha se apresentado.
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O autor da crise

Editorial - Estadão
A escassez de lideranças políticas no Brasil é tão grave que permite que alguém como o chefão petista Lula da Silva ainda apareça como um candidato viável à Presidência da República, mesmo sendo ele o responsável direto, em todos os aspectos, pela devastadora crise que o País atravessa.

A esta altura, já deveria estar claro para todos que a passagem de Lula pelo poder, seja pessoalmente, seja por meio de sua criatura desengonçada, Dilma Rousseff, ao longo de penosos 13 anos, deixou um rastro de destruição econômica, política e moral sem paralelo em nossa história. Mesmo assim, para pasmo dos que não estão hipnotizados pelo escancarado populismo lulopetista, o demiurgo de Garanhuns não só se apresenta novamente como postulante ao Palácio do Planalto, como saiu a dizer que “o PT mostrou como se faz para tirar o País da crise” e que, “se a elite não tem condição de consertar esse País, nós temos”. Para coroar o cinismo, Lula também disse que “hoje o PT pode inclusive ensinar a combater a corrupção”. Só se for fazendo engenharia reversa.

Não é possível que a sociedade civil continue inerte diante de tamanho descaramento. Lula não pode continuar, sem ser contestado, a se oferecer como remédio para o mal que ele mesmo causou.
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Demora simbólica

Editorial - Folha de SP
Símbolo de corrupção ao longo de décadas no folclore político brasileiro, Paulo Salim Maluf foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a sete anos, nove meses e dez dias de prisão pelo crime de lavagem de dinheiro.

Tecnicamente, a defesa ainda poderá apresentar algum tipo de recurso após a publicação do acórdão, o que deve ocorrer dentro de 60 dias, mas parecem remotas as chances de sucesso.

Ao que tudo indica, transitará em julgado a primeira condenação penal por crime doloso do ex-prefeito e ex-governador de São Paulo –que implicará, se não seu encarceramento, pois já conta 85 anos, seguramente a perda do mandato de deputado pelo PP e a decretação de sua inelegibilidade.

Ao longo de toda a sua carreira política, que teve início em 1969, Maluf se viu envolvido em escândalos –embora estes, nos tempos atuais de Lava Jato, já tenham deixado de impressionar. Nos anos 1980, forjou-se o neologismo "malufar", verbo que poderia significar variadas práticas ilícitas. 
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Lula/Lulinha: O filho que sai ao pai não degenera.

Por Reinaldo Azevedo
Os Lula da Silva têm mesmo um jeito heterodoxo de viver. Chega a ser estranho que o chefão do PT tenha querido, algum dia, como é mesmo?, mudar o mundo… Ora, mudar para quê? A partir de certo momento, vamos admitir, esse mundo só sorriu para ele. E continua a sorrir para a sua família. Reportagem de capa da VEJA desta semana expõe a proximidade entre o agora ex-presidente da República e o empreiteiro baiano Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, um dos presos da operação Lava Jato. Proximidade que pode fazer com que o escândalo do petrolão ainda exploda no colo do companheiro-chefe. É que Pinheiro começou a fazer algumas anotações… Quero aqui abordar um aspecto em particular.

A VEJA informa que Fábio Luís da Silva — vulgo “Lulinha” — mora num apartamento, numa área nobre em São Paulo, avaliado em R$ 6 milhões. É isso mesmo que vocês leram. O apartamento do filho do Primeiro Companheiro é coisa de ricaço. Mas parem de ficar imaginando maldades. O dito-cujo não está em nome do rapaz! Não! Oficialmente, o dono do imóvel é o empresário Jonas Suassuna, que é apenas… sócio de Lulinha.

Esse rapaz, note-se, é, desde sempre, um portento. Lula já o chamou de o seu “Ronaldinho”, louvando-lhe as habilidades para fazer negócios. Formado em biologia, o rapaz era monitor de Jardim Zoológico até o pai chegar à Presidência. Cansado de ficar informando ao visitante onde se escondiam as antas, ele decidiu ser empresário quando o genitor se tornou o primeiro mandatário. E o fez com uma desenvoltura assombrosa. Só a Telemar (hoje Oi) injetou R$ 15 milhões na empresa do rapaz, a Gamecorp. Nada além de uma aposta comercial?

Assim seria se assim fosse. Empresas de telefonia são concessões públicas, que dependem de decisões de governo. Aliás, é bom lembrar: Lula mudou a lei que proibia a Oi (ex-Telemar) de comprar a Brasil Telecom (que era de Daniel Dantas). A síntese: o pai de Lulinha tomou a iniciativa de alterar uma regra legal e beneficiou a empresa que havia investido no negócio do filho. Isso é apenas uma interpretação minha? Não! Isso é apenas um fato. Adiante.

Os Lula da Silva formam uma dinastia. O filho repete, em certa medida, o caminho do pai — e não é de hoje. Quando Lula era o líder da oposição, também morava, a exemplo de Lulinha, numa casa que estava muito acima de suas posses oficiais. O imóvel lhe era cedido por um advogado milionário chamado Roberto Teixeira, seu compadre. Se vocês entrarem no Google, ficarão espantados com a frequência com que Teixeira aparece ligado a, digamos assim, negócios que passam pelo petismo. Se clicarem aqui, terão acesso a um grupo de textos evidenciando, por exemplo, as suas interferências na venda da Varig.

Agora o sítio
Jonas Suassuna, o sócio de Lulinha e dono oficial do apartamento milionário em que mora o filho do Poderoso Chefão petista, é quem aparece como proprietário de um sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, em companhia de Fernando Bittar, que é, ora vejam, o outro sócio de Lulinha. Até aí, bem…

Ocorre que, no PT, e fora dele, incluindo toda a Atibaia, a propriedade é conhecida como o “sítio do… Lula!”. É lá que ele passa os fins de semana desde que deixou a Presidência. A propriedade foi inteiramente reformada, em tempo recorde, pela empreiteira OAS, a pedido de… Lula! Os pagamentos aos operários eram feitos em dinheiro vivo. O arquiteto que cuidou de tudo se chama Igenes Irigaray Neto, indicado para o empreendimento pelo empresário José Carlos Bumlai, amigão de… Lula! O tal aparece com frequência em histórias mal contadas envolvendo o petismo — inclusive o petrolão.

A OAS, que reformou o sítio que até petistas dizem ser do ex-presidente, também foi chamada para concluir um dos edifícios da Bancoop, a cooperativa ligada ao PT, que era presidida por João Vaccari e que faliu, deixando três mil pessoas na mão. O único prédio concluído é justamente um de alto padrão, onde Lula tem um tríplex, com elevador interno. Quando explodiu o caso Rosemary Noronha, aquela amiga íntima do ex-presidente, a OAS foi mais uma vez chamada para dar uma mãozinha para João Batista, o marido oficial da tal senhora.

Assim se construiu a república petista. Os companheiros têm explicações para essas lambanças? É claro que não! Preferem ficar vomitando impropérios nas redes sociais, acusando supostas conspirações. Definitivamente, o PT superou a fase do Fiat Elba, que foi peça-chave na denúncia contra Collor. Fiat Elba? Ora, Lula, o PT e a tropa toda são profissionais nas artes em que Collor ainda é um amador.

Cidade sitiada

“Ninguém está entendendo a indiferença das autoridades responsáveis pelo policiamento de Belém. Quanto mais se grita e protesta contra esse banditismo sem controle, menos se sabe de providências capazes de conter e anular a desenvoltura de marginais que fazem da vida e dos bens do próximo, brinquedos baratos, desses que se compram aos montes e se destroem a pontapés.

O que será preciso, afinal, para serem tocados os corações dos que dispõem de meios de colocar um paradeiro em tal descalabro? Será necessário, porventura, que eles, os figurões do poder, provem a brutalidade irracional, que sintam na própria carne como dói uma punhalada ou quanta falta fazem criaturas queridas, monstruosamente mortas, ou os bens levados pelos gatunos? – São perguntas que se perdem nos labirintos dos ventos, mas que devem ser urgentemente respondidas.

Somos os artífices de nosso futuro e, por isso, não temos obrigação alguma de olhar esse festival de roubos e homicídios como uma cruel fatalidade a que não se pode escapar. Demo-nos as mãos, somemos coragem, lucidez e firmeza. Quem pode escrever, escrevam, gritem outros, pressionemos todos. Não é possível que esses criminosos prossigam comandando os acontecimentos, transformando um povo inteiro, pacato e alegre, em bainha de faca e carniça de revólver.

Não devemos dar trégua aos poderosos, forçando-os à imediata e decisiva ação, pois sua inércia muito se assemelha à do sujeito que considera refrescante a pimenta esfregada em olhos alheios. Todo mundo sabe que, quando ocorre um crime particularmente chocante, desses que põem as multidões em revoltada efervescência, a máquina policial funciona mesmo e em pouco tempo os protagonistas são apanhados, numa prova indesmentível de que eles, os graúdos, agem quando querem. Embora eu não deseje que isso aconteça, não tenho a mínima dúvida: no dia em que for assaltado um membro de cúpula administrativa, a repressão há de ser formidável e as coisas começarão a mudar. Desgraçado, porém, do povo que precise esperar a desdita pessoal de seus líderes para que se inicie a luta contra os inimigos de todos.

O governo do Pará deve colocar sob a rubrica de ‘urgência urgentíssima’ o combate organizado, diuturno e intensivo aos sicários que povoam as ruas e os pesadelos da população assustada. Que se concentrem maciços recursos e esforços nessa cruzada permanente contra as quadrilhas de monstros que tornam tão difícil descobrir-se a imagem de Cristo no próximo.

Parece que ninguém suportará por muito tempo ainda essa dramática e absurda inversão de situações: enquanto os cidadãos livres, sérios e inocentes vivem confinados atrás de grades domésticas, os ladrões e assassinos dominam as ruas, espalhando a viuvez, a orfandade, a mutilação, a miséria, a morte. Que os ilustres deputados e vereadores renunciem, por uns dias, aos seus festivos requerimentos congratulatórios para formar uma frente única, supra-partidária, capaz de engrossar o coro dos que exigem rápidas e frutuosas providências. Política, afinal, é a arte de promover o bem comum.

Com todo o meu cristianismo, sinto-me à vontade para emitir um protesto como este, pois religião alguma, e muito menos a minha, nos manda ser coniventes com o mal e passar a mão em cabecinhas de criminosos malvados, sem alma, que funcionam deliberadamente como crudelíssimos algozes de seus semelhantes. Nada mais ridículo e até suspeito, pois cheira a cumplicidade, do que, em horas assim, lermos ou escutarmos piedosas palavras, manifestações sobre direitos humanos, sobre a tolerância no trato com malfeitores extremamente perversos, que torturam brincando, que matam entre gargalhadas. Essa gente, a rigor, só entende o diálogo da força, da intimidação, embora eu não chegue ao extremo de advogar medidas sanguinárias, pois não se precisa responder a brutalidade com selvageria.”

Do blog:
Creio que o texto acima, parte da crônica “Cidade Sitiada”, de autoria do meu mano Emir Bemerguy, escrita em outubro de 1978 e publicada no jornal O Liberal, demostram que, de lá pra cá, pouco ou nada mudou em termos da violência que, igual ou pior àquela época, nos dias de hoje amedronta e coloca em pânico não só a população de Belém, mas também de muitas cidades do interior, nas zonas rurais, enfim, em todos os lugares do Pará. Faço votos que as providências solicitadas pelo referido cronista, sejam objeto de reflexão por parte das autoridades que comandam atualmente os órgãos de segurança pública no Pará e as coloquem em prática

Em Gênova, Papa critica demissões e mercado de trabalho atual

O papa Francisco se reuniu sábado (27) com mais de 3,5 mil operários italianos durante uma visita a Gênova e fez críticas ao mercado de trabalho e ao capitalismo.

"Quando a economia passa para as mãos de especuladores, tudo se estraga. Vira uma economia sem rosto, sem identidade", afirmou Francisco em uma fábrica da empresa Ilva em Cornigliano.

"Um bom empresário não é especulador", disse. "Quem pensa que resolve os problemas da empresa demitindo as pessoas também não é um bom empresário".

De acordo com Francisco, o mercado atual está em "risco" porque não compreende o significado do trabalho. "Às vezes, pensam que uma pessoa trabalha bem somente porque recebe salários. Isso, na verdade, é um grave desestímulo porque nega a dignidade e a honra que o trabalho proporciona", comentou.

"Em torno do trabalho, todo o pacto social se edifica. Quando não se trabalha, ou se trabalha mal, pouco ou muito, é a democracia que entra em crise", criticou. A reunião com os trabalhadores de Gênova foi o primeiro compromisso do Papa na cidade. Francisco também visitou a catedral local e se encontrou com imigrantes e detentos.

domingo, 28 de maio de 2017

A falta que um líder faz

Por Eliane Cantanhêde - Estadão
O principal embate na definição de um eventual substituto de Michel Temer é da “senioridade”, o PSDB, o PMDB e o Senado contra a “junioridade”, a massa e os partidos médios da Câmara. O ponto em comum é que todos, do PSDB ao PT, aderiram ao “voto de desconfiança construtivo”, do Direito alemão, que consagra o que vem sendo dito aqui desde o início da crise JBS: Temer só cai quando houver um sucessor virtualmente ungido. 

STF pode prejudicar combate à corrupção

Editorial - O Globo
Enquanto o cenário político é tomado pela crise em torno do presidente Michel Temer, desfechada pela delação de Joesley Batista, do JBS, ressurgem ameaças à Lava-Jato, e a qualquer outra operação contra a corrupção. Não são assuntos desconexos — as ameaças e Temer —, porque o novo ataque ao trabalho da força-tarefa de Curitiba pode tirar força do Ministério Público e da Justiça para que levem denunciados a fechar acordos de delação —, sem os quais não se saberia hoje a que ponto chegou a associação de partidos políticos e empresários para desviar dinheiro público de estatais.

O novo risco vem da defesa feita pelo ministro do Supremo Gilmar Mendes para que a Corte reexamine decisão reafirmada em outubro do ano passado, segundo a qual sentença confirmada em segunda instância pode começar a ser cumprida, enquanto recorre-se a instâncias superiores. Este voto vencedor — por seis a cinco — teve efeito vinculante, ou seja, precisa ser seguido por todos os tribunais.

Naquela ocasião, o ministro Dias Toffoli sugeriu que o réu ainda pudesse recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em liberdade, no caso de prisão. Ao ter rejeitado o recurso, em terceira instância, aí, sim, passaria a cumprir a pena.

Gilmar Mendes se diz agora convertido à proposta de Toffoli. Isso significa que, colocado o assunto novamente em votação, a tese de permitir mais um recurso aos condenados nas duas primeiras instâncias tem grandes chances de ser vencedora. Confirma-se, infelizmente, que as maquinações contra a Lava-Jato não estão apenas no Congresso, mas se infiltraram no Supremo. Consta, não se deve esquecer, que a possibilidade de prisão na rejeição de recurso na segunda instância teria convencido a cúpula da Odebrecht a fechar o acordo de delação premiada.

Um aspecto grave é que isso ocorre depois dos testemunhos de Joesley Batista que envolvem Michel Temer, a cúpula do PMDB, o presidente do PSDB, Aécio Neves, além de Lula e Dilma Rousseff. As delações da JBS e da Odebrecht atingem o núcleo do poder político, e, por isso, dão rara chance de haver de fato uma limpeza histórica na vida pública — se forem conjugadas a uma reforma política sensata. O Supremo precisa ser firme, ainda mais nesta hora, e não desarmar as primeiras instâncias do Judiciário e o MP nesta luta contra a corrupção, justo quando se aproximam julgamentos-chave na Lava-Jato. Para completar o estrangulamento da Lava-Jato, faltará apenas o relaxamento de prisões preventivas.

Cabe relembrar que um dos objetivos prioritários dos interessados em esvaziar a Lava-Jato tem sido afastar ao máximo a possibilidade de acusados de corrupção serem presos. O assunto foi levantado na conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com peemedebistas de primeira linha — Renan, Jucá, Eunício, Sarney — sobre como parar com as delações. Com o Congresso paralisado pela crise, restou o Supremo.

Em artigo, Temer reitera que não pretende largar o osso

"Vamos perseverar nesta travessia. Não me desviarei de entregar ao meu sucessor, em 2019, um país em condições bem melhores do que recebi. Sem as reformas, o Brasil não se sustentará. Todos, inclusive a oposição, sabem disso", diz Michel Temer, em artigo publicado neste domingo. Leia, aqui >O caminho é o desenvolvimento

Delação da JBS atinge ministro Helder Barbalho

Em meio à maior crise do governo Michel Temer, ministros de sua gestão podem ser alvos de novos pedidos de inquéritos, desta vez decorrentes da delação da JBS. Os depoimentos dos delatores, revelados neste mês, envolvem de forma significativa ao menos quatro ministros e trazem acusações como uso de caixa dois em campanha e recebimento de propina.

Dois relatos envolvendo ministros são relacionados à campanha de 2014. Ricardo Saud afirmou que o ministro das Cidades, o tucano Bruno Araújo, recebeu R$ 200 mil em dinheiro vivo naquela eleição, quando concorreu a deputado federal.

O peemedebista Helder Barbalho, titular da pasta da Integração Nacional, foi acusado por Saud de ter sua campanha ao governo do Pará financiada com propina e caixa dois.

O delator disse que o pai de Helder, o senador Jader Barbalho, recebeu R$ 8,98 milhões da JBS destinados pelo PT para obter o apoio do PMDB do Senado, nas eleições de 2014. "Entendo que esses R$ 8,98 milhões o Jader direcionou tudo para a campanha do filho dele, candidato", disse. Parte dos repasses foi feita por meio de notas frias pagas pela JBS e em dinheiro vivo. (Folha de SP)

Ronaldo, Messi e Neymar lideram lista dos mais bem pagos dos gramados

Ronaldo, Messi e Neymar
Além de continuar firme e forte no posto de jogador mais bem pago do mundo, Cristiano Ronaldo ainda conseguiu aumentar seus ganhos nos últimos doze meses, período em que os rendimentos dele dentro e fora dos campos chegaram a US$ 93 milhões (R$ 303,8 milhões). A cifra foi estimada pela revista americana “Forbes”, que acaba de divulgar a lista dos craques que mais ganham dinheiro com o futebol. 
 
O número dois no ranking composto por vinte nomes é o argentino Lionel Messi, que levou pra casa US$ 80 milhões (R$ 261,4 milhões) no último ano. Já Neymar, Hulk e Thiago Silva são os únicos brasileiros no levantamento, e aparecem na terceira, 12ª e 13ª posições, com rendas de US$ 37 milhões (R$ 120,9 milhões, US$ 20,1 milhões (R$ 65,7 milhões) e US$ 20 milhões (R$ 65,3 milhões), respectivamente.

sábado, 27 de maio de 2017

Clonando Pensamento: Liberar geral

De Marcelo G. M, bairro Livramento - Santarém
"Eu acho que, da próxima vez que a Cut e o PT promoverem manifestações em Brasília, a polícia ou o exercito não devem se intrometer. Deixem que os baderneiros quebrem tudo e invadam a Camara dos Deputados e o Senado, e botem pra correr de lá todos os parlamentares, dando uns cascudos (de leve) em cada um deles."

No "Diário do Poder" - Claudio Humberto

Suspeita é que cúpula petista planejou badernaço
Cresce a suspeita de que a cúpula do PT planejou o badernaço em Brasília, com violência e vandalismo, incluindo a tentativa de incendiar ministérios. O caso foi entregue à Polícia Federal. O presidente do PT, Rui Falcão, e outros dirigentes chegaram a Brasília no início da semana para o protesto do dia 24. Na véspera, 23, senadores do PT pediram ao governador de Brasília que a Polícia Militar não revistasse ônibus chegando com manifestantes. Ele se negou a atender o pedido.
Arsenal nos ônibusO governo acha que ônibus de sindicalistas e “mortadelas” transportava “apetrechos de combate” como bombas, porretes e coquetéis molotov.
Indo ‘pro cacete’
Desde março de 2016, Lula exorta seguidores a “ir pro cacete”, como em telefonema com Lindbergh Farias (PT-RJ) gravado pela Justiça.
Sem dó, nem piedade
“Não tem mais jeito, não tem nem dó, nem piedade”, diz o ex-presidente naquela conversa telefônica com o senador fluminense.
Como o prometido
Na gravação, Lindbergh promete “ir pro pau”. Ele foi um dos petistas que pediram para a PM de Brasília não revistar ônibus de militantes.
Câmara paga R$ 2,5 milhões ao Sírio-Libanês
A Câmara dos Deputados renovou sem licitação, por R$2,5 milhões, o contrato de serviços com o hospital Sírio-Libanês, famoso por atender os políticos e celebridades. Além disso, a Câmara ainda gasta R$100 milhões por ano para manter um autêntico hospital de ponta, com equipamentos como tomógrafo, raros no SUS. Os deputados não querem nem ouvir falar em extinguir seu serviço médico, como fez o Senado nos tempos em que era presidido por Renan Calheiros.

Policiais festejaram após matarem dez sem-terras, afirma testemunha

REDENÇÃO, PARÁ, BRASIL, 26-05-2017: Cerimônia de enterro no cemitério de Redenção após a ação conjunta das polícias Militar e Civil do Pará que terminou com dez pessoas mortas na fazenda em Pau d'Arco (867 km ao sul de Belém), nesta quarta-feira (24). Trata-se do episódio mais violento ligado à disputa agrária em 21 anos, desde o massacre de Eldorado do Carajás, cidade na mesma região. Na ocasião, PMs mataram 19 sem-terra ligados ao MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Secretaria Estadual de Segurança Pública do Pará afirmou que os policiais estavam cumprindo mandados de prisão de suspeitos de terem matado um segurança da fazenda Santa Lúcia, alvo de disputa agrária, no início deste mês. Ainda de acordo com a versão oficial, eles foram recebidos à bala no local e reagiram. No acampamento, teriam sido apreendidas algumas armas de fogo. Não há informação de policiais feridos. O novo massacre ocorre em meio a uma escalada de violência ligada a disputas agrárias no Pará. Ao menos 17 pessoas morreram nas últimas semanas no Estado por esse motivo, segundo a CPT. O Pará é o Estado com mais mortes no campo, de acordo com a CPT. De 2007 a 2016, foram 103 assassinatos. Cerca de dois terços dos casos ocorreu no sudeste do Pará, palco do massacre desta quarta. (Foto: Avener Prado/Folhapress, PODER) Código do Fotógrafo: 20516 ***EXCLUSIVO FOLHA*** 
Folha de SP
Em depoimento sigiloso obtido pela Folha, um sobrevivente do massacre que deixou dez mortos no sudeste do Pará, na última quarta (24), disse que os sem-terra já estavam dominados quando foram mortos a tiros por policiais.

Segundo relato ao Ministério Público, os agentes chegaram por volta das 7h ao acampamento, em área invadida da fazenda Santa Lúcia, no município de Pau d'Arco (867 km ao sul de Belém). Em seguida, os 28 sem-terra do grupo se dispersaram correndo.

Parte deles, incluindo a testemunha, teria se escondido em um matagal próximo e, por causa da chuva, se abrigado sob uma lona. Neste momento, a polícia os alcançou e começou a disparar, diz o relato.

Ele novamente correu e se escondeu a cerca de 70 metros de onde estava abrigado. Dali, escutou uma sequência de xingamentos e aparentemente chutes seguidos por disparos. "Logo tudo era repetido com outra pessoa".

Por vezes, ainda de acordo com a versão do sem-terra, um policial perguntava antes de disparar: "Vira pra cá, vagabundo. Cadê os outros?". A ação teria durado cerca de duas horas. Ao final, teria ouvido "gritos e gargalhadas, como se estivessem festejando".

O depoente admitiu que havia armas no acampamento, incluindo o fuzil mais tarde apresentado pela polícia, mas disse que não houve revide.

Ele prestou depoimento sob a condição de anonimato e foi encaminhado ao programa de proteção a testemunhas.

O relato contradiz a versão do governo do Pará, segundo a qual 24 policiais civis e militares foram recebidos a tiros quando chegaram ao local.

MAIS SOBREVIVENTES

Ao menos outros três sobreviventes foram localizados. Um deles levou um tiro na nádega e está internado num hospital da cidade de Redenção. Os Ministérios Públicos Federal e Estadual solicitaram proteção à Polícia Federal, mas o pedido não havia sido respondido até esta sexta (26).

Ele e a sua mulher, que também escapou, já prestaram depoimento à polícia. Procurada, a Secretaria de Segurança Pública paraense disse que o teor do relato está sob sigilo.

O terceiro sobrevivente localizado também testemunhou. A Folha apurou que ele disse não ter visto a ação por ter fugido para longe do local.

A operação policial teria o objetivo de cumprir quatro mandados de prisão relacionados ao assassinato de um segurança da fazenda invadida, no dia 30 de abril.

Em decisão criticada pelo Ministério Público Federal, os corpos foram retirados do local por policiais civis e militares antes da perícia, contaminando a cena do massacre.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a alteração do local das mortes está sob apuração da própria Polícia Civil. A Folha solicitou entrevistas com o secretário da pasta, Jeannot Jansen, e o chefe da Delegacia de Conflitos Agrários de Redenção (PA), Valdivino Miranda. Os dois pedidos foram negados.

"O depoimento fortalece as dúvidas sobre a versão da polícia surgidas após a visita ao local", afirma a procuradora federal dos Direitos do Cidadão, Deborah Duprat, que vistoriou o local na quinta. Para o presidente do CNDH (Conselho Nacional dos Direitos Humanos), Darci Frigo, que também esteve na região, todas as informações disponíveis até agora indicam que não houve confronto. "A dúvida é: por que se usou tanta violência nessa operação?"

Lula diz que Joesley é ‘bandido’ e critica os benefícios de sua delação

Na coluna "`Painel" - Folha de SP
Agenda comum O ex-presidente Lula promoveu um encontro com dezenas de juristas, nesta quinta (25), para denunciar o que chama de “Estado de exceção”. Repetiu que se sente perseguido e fez duras críticas à nova estrela da crise política, Joesley Batista, que classificou como “um bandido”. O ex-presidente rechaçou as acusações do dono da JBS e disse que o acordo que Joesley obteve na Justiça é “um escárnio”. Com o ataque, se soma a Michel Temer, até aqui a principal vítima da delação do empresário.
Novos tempos A reunião com advogados e juristas ocorreu em um hotel em SP, a portas fechadas. Todos os convidados deixaram os celulares fora. Os aparelhos receberam uma etiqueta com o nome do dono e só foram devolvidos ao final do ato.
Rir para não chorar Lula disse que os benefícios que Joesley obteve com a delação eram de “provocar risos” e deu pitaco sobre a crise política. “Prefiro perder dez eleições diretas do que ganhar uma indireta”, afirmou.
Lágrimas O ex-presidente chorou ao lembrar da mulher, Marisa Letícia, que morreu este ano. Disse que não se incomoda de depor, mas que é difícil falar sobre ela. Após falar ao juiz Sergio Moro, ele foi criticado por tentar imputar decisões a respeito do tríplex no Guarujá a Marisa.