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segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Deputado Romário

Ainda com certo ar de timidez diante da nova rotina como deputado federal, o ex-jogador Romário (PSB-RJ) dedicou a segunda-feira (31), seu primeiro dia na Câmara, para conversar com colegas de partido e conhecer melhor a agenda política do Congresso. Aos jornalistas ele disse “ter fé” de que irá fazer um bom mandato, “cumprindo o que prometeu aos meus eleitores”, e revelou surpresa com o ambiente parlamentar: “Para mim é tudo novo.”

Questionado sobre suas prioridades no parlamento, Romário disse que pretende melhorar a vida de jovens carentes e de portadores de necessidades especiais. “A vontade de fazer o melhor dentro das minhas possibilidades é muito grande. A minha bandeira está diretamente envolvida com crianças e jovens carentes de comunidades e portadores de necessidades especiais. Nesses meus quatro anos de mandato, vou fazer tudo que for possível para poder dar uma melhor qualidade de vida para essas pessoas”, disse Romário. (No G1)

Mudanças no TJE do Pará

Será empossado amanhã (1º de fevereiro), o novo corpo dirigente do Tribunal de Justiça do Estado, eleito para o biênio que se inicia, durante sessão solene às 17,30 horas no Plenário “Des. Osvaldo Pojucan Tavares” do edifício-sede do Poder Judiciário, à av. Almirante Barroso. Serão empossadas a desembargadora Raimunda do Carmo Gomes Noronha na Presidência e a desembargadora Eliana Rita Daher Abufaiad na vice-Presidência.

Também tomarão posse as novas corregedoras de Justiça, a desembargadora Dahil Paraense de Souza, das Comarcas da Região Metropolitana de Belém, e a desembargadora Maria de Nazaré Silva Gouveia dos Santos, das Comarcas do Interior.

Os desembargadores Maria de Nazaré Saavedra, Leonam Gondim da Cruz Júnior, Gleide Pereira de Moura e José Maria Teixeira do Rosário passam a compor o Conselho da Magistratura, que já são membros natos a presidente, a vice-presidente e as corregedoras.

CAPAF: para reflexão

SIMULAÇÕES COMPARATIVAS AO PLANO NOVO PROPOSTO PELA CAPAF.

Autor: LUIZ EDWILSON FRAZÃO (funcionário aposentado, beneficiário da Capaf)

Histórico/Parcela

PBD-Atual

PBD-Proposto

PBD-Sugestão-1

PBD-Sugestão-2

Suplementação

4.470,28

6.495,51

6.908,91

6.837,17

Contribuição


1.764,18

1.876,45

1.856,98

INSS

1.725,36

1.725,36

1.725,36

1.725,36

Benefício Líquido

4.470,28

4.731,33

5.032,45

4.980,19

Benefício Total

6.195,64

6.456,69

6.908,91

6.837,17

Legenda

1

2

3

4

1) Valores relativos a SET/2009 e propostos pela CAPAF como base de cálculo;
2) Valores aleatórios propostos pela CAPAF para o PNSaldado;
3) Valores relativos a SET/2010, vigentes no último contracheque;
4) Valores com reajuste INPC 2010 (5,26%) sobre a tabela proposta.

ESCLARECIMENTOS:

-A legenda 1 mostra os valores de set/2009 e sobre os quais a CAPAF montou o Plano Novo. Veja que estamos em 2011 e, como está estabelecido, somente em JAN/2012 haverá reajuste pelo INPC de 2011. Isto significa dizer que os assistidos ficarão com “rendimento” congelado por quase 3 (três) anos, além de terem essa suplementação diminuída em 6,15%, pelo menos no meu caso.

-A legenda 2 é o Novo Plano Saldado imposto pela CAPAF;

-A legenda 3 é a sugestão pela qual o assistido não ganha e nem perde. Minha suplementação atual mensal é de N$-5.032,45. Sendo mantida, não haverá reclamações procedentes

- A legenda 4 é a sugestão de aplicar este ano o INPC de 2010 (5,26%). É uma forma de diminuir o impacto da perda/diminuição salarial que seria em torno de 1,1%

MULTIPLICADOR:

Uma forma de permitir a permanência do benefício líquido (no meu caso o valor é de N$-5.032,45) para o Plano Novo Saldado, é multiplicá-lo por l.372872 que passará a ser o valor da nova suplementação da proposta, ou seja, N$-6.908,91. Calcule os 27.16% sobre este valor e você vai achar os mesmos N$-5.032,45. É uma forma humana que não agride nem a Lei (não é permitida a redução de salário/remuneração/ou o que representá-lo), nem o aposentado que nada ganha, mas, também nada perde.

P E D I D O:

– Que o Plano Novo Saldado contemple todos os assistidos de forma equânime, indiferenciada e indiscriminada, sem sopesar nos cálculos o patamar administrativo relevante que, porventura, algum deles desfrute ou tenha desfrutado após aposentadoria. De outra forma, é de se entender que os cálculos feitos para aposentá-lo foram inconsistentes, indevidos e incorretos.

Maquete do ´Real Class`

Acima, a maquete do "Real Class" exposta, até ontem, no shopping do Pátio Belém. Comenta-se que 70% dos apartamentos já estavam negociados, ´na planta`. O prédio, em construção, e que seria inaugurado no final deste ano, desabou no sábado (30).

Empossada nova diretoria do Sindicato dos Economistas

Sexta-feira (29), foram empossados os novos membros da diretoria do Sindicato dos Economistas do Estado do Pará - Sindecon/PA.

Presidente: Kátia Esteves da Rocha
Diretor Administrativo e Financeiro: Luiz Vieira Régis de Souza
Dir. Comunicação e R. Publicas: Hélio Santana Mairata Gomes
Dir. de Promoção Social: Patricia Maslova dos Santos Moreira Godoy
Diretor de Relações Sociais e Sindicais: Oberdan Pinheiro Duarte

Suplentes:

Erick Dias da Costa
Benedito Monteiro Lima
Pedro Jefferson Costa Gomes
Adda Ellen de Lima Silva
Arthur Palmeira Ribeiro

Oberdan Pinheiro Duarte, Benedito Monteiro Lima e Arthur Palmeira Ribeiro, economistas, pertencem ao quadro funcional da Companhia de Saneamento do Pará (Cosanpa).

Quem sai e quem entra no Governo do Pará

Publicações no Diário Oficial desta segunda-feira (31):

Exonerações:
-SEBASTIÃO MIRANDA FILHO do cargo de Secretário de Obras.
-RAIMUNDO NONATO DA SILVEIRA RIBEIRO, Diretor Técnico da Emater-PA.
Nomeações
-MARCONE WALVENARQUE NUNES LEITE, secretário-adjunto, para exercer, até ulterior deliberação, o cargo de Secretário de Estado de Obras Públicas.
-JOSÉ BARROSO TOSTES NETO, para o cargo de Secretário de Estado da Fazenda.
-HUMBERTO BALBI REALI FILHO, para o cargo de Diretor Técnico da Emater-PA.
-ANTÔNIO EDSON DA SILVA MATOSO, para Diretor da Fundação Paraense de Radiodifusão-FUNTELPA.

Desabamento: trabalhos não têm pausas

Mais de 500 pessoas, entre bombeiros, técnicos da Defesa Civil, agentes de trânsito, militares, voluntários da Cruz Vermelha e do Serviço de Atendimento de Urgência (SAMU), além de equipes do Detran e da CTBel, trabalharam durante todo o dia de ontem, no local do acidente. O trabalho de retirada da montanha de entulho causada pelo desabamento do edifício Real Class já dura mais de 35 horas. Mesmo assim, ninguém reclama do cansaço, já que a esperança de achar os dois trabalhadores que estariam soterrados continua.

Além do esforço humano, três cães farejadores atuaram sobre os escombros, na tentativa de localizar os dois operários desaparecidos. Onze máquinas trabalham sem parar. Entre elas, pás mecânicas, retroescavadeiras e um guindaste. Todas operadas por homens que se revezam a cada doze horas. Uma máquina retira os blocos de concreto e fios de aço amontoados no terreno, que são levados por 28 caçambas que atuam no apoio à operação até uma área cedida pela prefeitura de Belém, localizada na avenida Bernardo Sayão, próximo ao antigo Iate Clube.

As máquinas foram contratadas junto a uma empresa particular, pela Real Engenharia. A meta é alcançar o local do almoxarifado, onde possivelmente se encontrariam os desaparecidos. No entanto, o banheiro também é alvo das equipes de resgate, pois informações de familiares de um dos trabalhadores que estaria no local dão conta de que os funcionários estariam tomando banho para ir pra casa.

Equipamentos - O Corpo de Bombeiros Militar do Pará encomendou do Paraná, dois equipamentos para ajudar nas buscas e resgate das vítimas. Um deles é a almofada pneumática - uma espécie de tapete de borracha sintética que dilata até 30 centímetros, e consegue remover 66 toneladas de entulho - de fabricação alemã. O outro equipamento, de origem canadense, é denominado Delsar, e ajuda a localizar soterrados em um raio de 60 metros. A máquina utiliza seis sensores capazes de detectar a respiração humana. Segundo afirmou o coronel Wanzeler, do Corpo de Bombeiros, os equipamentos são fundamentais para o trabalho, já que algumas peças de concreto, entre os escombros, são pesadas demais para a resistência humana.

Operários sob 15 mil toneladas de entulho

Uma montanha com mais de 15 mil toneladas de entulho e ferros retorcidos foi o que sobrou do edifício de 34 andares que desabou na tarde do último sábado na travessa 3 de Maio, no bairro de São Brás. .

O engenheiro civil professor da Universidade Federal do Pará Nagib Charone estimou o peso do entulho que precisa ser removido até que as equipes de resgatem cheguem ao local onde estão possivelmente os operários. O cálculo é baseado na carga estimada para cada pilar de sustentação do edifício. Pelas contas do engenheiro, juntos os pilares sustentavam uma carga aproximada de 15 mil toneladas - algo como 440 toneladas para cada um dos 34 pavimentos.

As chances de encontrar os operários com vida debaixo dos escombros, levando-se em conta o peso da montanha de entulho, são mínimas. Segundo Charone, o bloco de concreto assentado sobre as estacas da fundação no subsolo do edifício resistiu e "dificilmente afundou mais do que 30 centímetros". Significa que o pavimento onde estavam os operários está compactado sobre o bloco de concreto e abaixo dos 34 andares que desabaram.O entulho forma uma montanha compactada de mais seis metros de altura.

José Malcher deve ser liberada hoje

Equipes da Companhia de Transporte do Município de Belém (CTBel) e do Departamento Estadual de Trânsito (Detran) interditaram ontem a travessa 3 de Maio, no trecho entre as avenidas Magalhães Barata e Governador José Malcher. Os motoristas foram orientados a desviar pela rua Alcindo Cacela e pela travessa Castelo Branco. A preocupação maior da CTBel é com os horários de pico nas vias do entorno, a partir de hoje.

Para evitar contratempos a diretora-superitendente da CTBel, Ellem Margareth, garantiu que serão feitas pequenas alterações no tráfego do local. Segundo ela, a avenida Governador José Malcher será totalmente liberada a partir de hoje. Já a avenida Magalhães Barata, no trecho compreendido entre a rua 9 de Janeiro e a travessa 14 de Abril, duas faixas serão destinadas aos veículos de operações especiais - e apenas uma das vias - a faixa da esquerda - estará livre para tráfego. A travessa Três de Maio vai continuar interditada. Margareth pede aos condutores que desviem a rota para as ruas menos congestionadas.

"Sugerimos que os motoristas trafeguem pelas vias alternativas, que são a Castelo Branco e a Alcindo Cacela para quem iria pegar a 3 de Maio, e a Gentil e a Mundurucus para aqueles que descerem do centro rumo aos bairros. Contamos com a colaboração de todos, principalmente para liberar a Avenida Magalhães Barata, que terá uma única pista liberada, no entorno do local do acidente", pontua.

Perícia onde aconteceu acidente só após o fim das escavações

O presidente em exercício do Instituto de Avaliações de Perícias e Engenharia do Pará (IAPEP) Carlos Eduardo Domingues, afirma que a perícia só vai se iniciar após o final da retirada dos escombros. Ainda assim, o engenheiro tem algumas hipóteses. "Pode ter sido falha no solo, problemas geológicos. Pode ainda ter ocorrido um erro de sondagem. Serão feitas várias análises com os projetos estruturais", assegura. Domingues garante ter escutado do calculista do prédio que não havia rachaduras nas paredes. "Aconteceu alguma coisa na parte de baixo, que fez o edifício cair. Pode ser uma área frágil abaixo da fundação, que não suportou o peso da camada de resistência - que é quem segura a fundação", supõe.

O Ministério Público Estadual (MPE) também pretende apurar as causas. Segundo garantiu o promotor de Defesa dos Direitos do Consumidor, Marco Aurélio Nascimento, não foi feito nenhum registro questionando a estrutura do prédio antes do acidente. "Vamos apurar através de um inquérito civil, pela promotoria do Consumidor e Meio Ambiente. Também deve ser instaurado um inquérito criminal - que será conduzido pela DIOE (Divisão de Investigações e Operações Especiais)", esclarece.

O presidente do CREA-PA, José Leitão Viana, afirmou que não é função do Conselho Regional de Engenharia fiscalizar obras. Ele confirma que o projeto de fundação do prédio que desabou foi feito por um engenheiro habilitado (Carlos Otávio Junior). "A responsabilidade é inteiramente dele. Agora, estamos levantando esta documentação, que antecipadamente garanto: era regular. Vamos tentar fazer uma perícia técnica para saber o que ocorreu", destacou. (No Amazônia)

Desabamento: cerca de 250 pessoas desalojadas

Lena Araújo e as filhas Mikaela e Mayara estão na casa de parentes (Foto: Wagner Almeida)

Mais de 250 pessoas não podem voltar às suas casas na travessa Três de Maio pelos riscos de outros desabamentos no perímetro em que ocorreu a tragédia do Real Class. Esse é o balanço parcial realizado pela Defesa Civil ontem (30), um dia após o prédio de 34 andares despencar. Deste total, a maioria está alojada em casas de amigos e familiares.

Até a noite de ontem, 21 pessoas estavam alojadas em hotéis, oferecidos pela empresa responsável pela obra que caiu, a construtora Real Class. Por volta das 22h, a Defesa Civil liberou o retorno dos moradores da Três de Maio apenas no perímetro da avenida José Malcher até os números 1.056 e 1.063, mas não liberou o acesso de carros no local.

Elger e Marineuza Uliana, casados, são moradores do edifício Londrina, que passa por avaliações para saber se a estrutura do local ainda é segura. “Nós estávamos na sala, que dava de frente para o prédio em construção. Nós vimos cair e saímos correndo. Viemos ao hotel por conta própria, só deu para pegar alguns pertences pessoais neste domingo”, declarou Elger Uliana. Segundo ele, ontem a Defesa Civil deixou que os moradores entrassem no prédio por cerca de 15 minutos, para que pudessem pegar algumas roupas e documentos. “Na ocasião, deu para constatar que uma parte da garagem foi comprometida”.

Moradora de uma casa que fica no exato perímetro da tragédia, a aposentada Eliana Miranda Vaz e o marido também tiveram que abandonar o local onde moram. “Quando a gente vai viajar, a gente sabe que vai ficar fora de casa. Mas sair assim é uma sensação muito ruim, principalmente depois de tudo o que presenciamos no sábado. Algumas pessoas ficaram nos acampamentos improvisados, na rua mesmo. Nós fomos trazidos pela Defesa Civil para o hotel”, explicou.

Gisele e José Carlos Silva e os quatro filhos moram no prédio Blumenau, vizinho ao edifício que desabou. “Ainda estamos só com a roupa do corpo e algumas outras que tivemos que comprar. Não estávamos na hora do acidente e ficamos impedidos de entrar em casa. Sabe aquela coisa de você olhar e dizer ‘E agora? Cadê a minha morada?’, contou Gisele Silva. “É muita apreensão quanto ao estado do nosso apartamento. Afinal, é uma vida inteira de trabalho”, disse José Carlos.

MEDO

Outra moradora do edifício Londrina é a pedagoga Lena Araújo. Ela, o marido e as duas filhas temem que outro episódio desta magnitude possa acontecer novamente. “Tem um prédio de 27 andares da mesma construtora bem do nosso lado. Estamos nessa dúvida se iremos voltar ou não. Não nos sentiremos mais seguros lá”.

A família está na casa de parentes e sempre via objetos como tijolos caírem na casa dos vizinhos ao lado da construção. “A gente escutava uns barulhos, mas achávamos que era da rua mesmo. Só que de vez em quando víamos alguns pedaços da obra caindo nas casas. Outra coisa que sempre víamos era a movimentação de trabalhadores nos sábados”, disse Lena.

A família afirma que não é a única a pensar em se mudar. “Alguns dos nossos vizinhos nem pensam em voltar para lá. Na hora do desabamento, todos os moradores do nosso prédio saíram correndo. Achávamos que a obra ia cair exatamente no prédio e que não íamos sobreviver. Dessa história toda, fica a pergunta: que credibilidade as construtoras realmente têm? E os órgãos que as fiscalizam?”, indaga uma das filhas, Mikaela Araújo. (Diário do Pará Online)

Veículo atolou? Siga esta orientação:

A Defesa Civil do município já identificou 34 pontos de alagamentos na capital paraense e as chuvas devem continuar, segundo o Distrito de Meteorologia de Belém. Os motoristas devem seguir a orientação do engenheiro mecânico Francisco David, que também é professor de Mecânica de Automóveis do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). Ele explica que o recomendável é não tentar cruzar trechos alagados. "Mas se isso acontecer e o motor apagar, o motorista não deve tentar ligá-lo novamente". Segundo David, a água pode entrar nos cilindros do motor danificando componentes internos, como por exemplo a correia de distribuição do motor, que tecnicamente é chamado de calço hidráulico", exemplifica.

Para evitar que os prejuízos com o veículos sejam maiores durante o período chuvoso, o engenheiro dá algumas dicas de como proceder em situações de alagamentos. "Observe a altura da água do trecho alagado, a altura máxima para fazer a travessias não pode exceder a aproximadamente meio metro de altura, o equivalente ao centro da roda. Dirija em baixa velocidade, mantendo uma rotação maior e constante ao motor, em torno de 2.500 RPM (rotação por minuto), o que diminui a variação do nível da água e evita que o motor desligue. Dirigir com cuidado nos casos em que, durante a travessia, sejam constatados sintomas como o aumento de esforço ao fazer a curva, a força das luzes internas variarem e as luzes de alerta acenderem. Isso tudo, porém, não quer dizer que o carro vai parar, provavelmente é consequência da perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica e do alternador", explica.

"Fique atento também na variação da luminosidade das luzes do painel de instrumentos, nos alertas sonoros, flutuação dos ponteiros, e nas luzes de anomalia da injeção eletrônica, bateria e freios ABS. Se constatada alguma alteração, é provável que tenha sido causada pela perda de aderência entre a correia auxiliar e as respectivas polias da bomba da direção hidráulica, alternador e bomba de vácuo (no caso de veículo a diesel), sendo, na maioria das vezes, um fato passageiro que não impede a dirigibilidade. É recomendado ainda manter desligados o ar-condicionado e o som para dar mais potência para o motor ao passar pela área de alagamento", prossegue Francisco David.

Veículo deve ser checado
Após ter trafegado por áreas mais críticas de alagamentos é recomendado fazer imediatamente um check-up e verificar se houve alterações no sistema de injeção eletrônica. "Cheque também se a centralina (módulo de comando da injeção eletrônica) do carro está identificando corretamente o funcionamento dos sistemas, sem mostrar falsos ou verdadeiros problemas", acrescenta.

O especialista também dá dicas para quando a situação se complica e o motor acaba parando em consequência do contato com a água. "Caso o motor deixe de funcionar, verifique se os principais conectores de injeção eletrônica, que ficam à vista no compartimento do motor foram atingidos pela água. Se eles entraram em contato com a água use um spray especializado para a limpeza dos contatos elétricos. É indicado ao proprietário verificar o estado de todos os componentes eletrônicos e mecânicos e, se necessário, trocar todos os líquidos do carro, que podem ter sido ‘contaminados’ pela água da enchente, como o óleo do motor, água do radiador, fluidos de freio e da direção hidráulica, entre outros. A médio prazo, é possível ainda que haja oxidação das peças e o risco de falhas na embreagem, suspensão e freios". (No Amazônia)


domingo, 30 de janeiro de 2011

Edifício em construção desaba em Belém

Bombeiros sobem na montanha de entulho em que se transformou o edifício Real Class. Resgate de vítimas vai demorar.

Um edifício em construção de 34 andares na travessa 3 de Maio, entre as avenidas Magalhães Barata e Governador José Malcher, em São Brás, desabou, no começo da tarde de ontem, sobre duas casas deixando pelo menos seis feridos. Até o fechamento desta edição, não havia a confirmação de que os operários que estavam no canteiro de obras no momento do desabamento conseguiram sair. Informações da empresa Real Engenharia, proprietária do imóvel, ao Corpo de Bombeiros, indicam que entre três e seis operários estavam no prédio no momento do desabamento. O Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, ainda no começo da tarde, divulgou que mais de 20 operários trabalhavam no local no começo do sábado.

O desabamento do edifício ocorreu pouco depois das 14 horas. Às 17 horas, as escavadeiras e tratores reunidos para começar o trabalho de remoção dos escombros ainda não haviam iniciado a retirada do entulho, que encobriu duas casas e interditou a travessa 3 de Maio. O atraso de quase três horas decorre do risco de desabamento do prédio vizinho, o edifício Blumenau, que foi evacuado e precisou ser escorado. Estalos na estrutura do prédio vizinho geraram pânico e suspenderam momentaneamente o trabalho dos bombeiros. O quarteirão foi isolado e as residências mais próximas também foram desocupadas.

Duas pessoas que estavam nas residências atingidas foram resgatadas ainda nos minutos seguintes ao desabamento - um pedreiro que trabalhava em uma das casas destruídas e uma mulher, que também estava em um imóvel que foi atingido pelos escombros do prédio.

Advogado que pediu embargo diz que obra era irregular

Na tarde de ontem, Antônio Emídio de Araújo Santos, o dono da casa ao lado do edifício que desabou, ainda tentava confirmar se a esposa, Maria Raimunda Fonseca, de 67 anos, havia conseguido sair do imóvel. Mazinho Lima, genro da moradora, percorreu os hospitais e prontos-socorros da Região Metropolitana de Belém atrás de informações sobre a mulher que foi resgatada. "Nós não conseguimos confirmar se era ela ou não. A minha sogra estava na casa. O pedreiro que trabalhava na obra saiu, isso nós confirmamos. Agora se ela saiu, ninguém sabe ainda".

Proprietário de um dos imóveis destruídos pelo desabamento - e salvo junto com os familiares por ter saído de casa para almoçar -, o advogado Robert Zoghbi afirma que a construção do edifício era uma obra irregular.

"Essa tragédia estava anunciada. Eu venho pedindo desde 2008 o embargo desta obra. Por vários motivos. Na última quinta-feira, nós tivemos uma audiência na 11ª Vara Cível. Eu pedi que a minha casa fosse periciada. A juíza, doutora Patrícia, negou o meu pedido. Desde o começo, essa obra teve vários problemas. Foi embargada várias vezes por problemas de condições de trabalho e eles conseguiram liberar", denuncia o morador.

No momento do desabamento, ele, a mãe, a médica Vânia Zoghbi, e duas irmãs, estavam fora de casa. No imóvel, estava apenas um pedreiro, que conseguiu escapar da tragédia sem ferimentos.

Robert Zoghbi afirma, também, que o início da construção gerou rachaduras nas paredes da casa. Foram as rachaduras e a queda constante de materiais sobre o telhado da casa que motivaram a família a acionar a construtora na Justiça.

A família Zoghbi movia uma ação contra a Real Engenharia e outra contra a construtora Acrópole, proprietária do edifício Blumenau, o edifício vizinho que foi evacuado depois que estalos foram ouvidos em sua estrutura.

Dono de um consultório odontológico ao lado do outro prédio erguido pela Real Engenharia na travessa 3 de Maio, o edifício Real Dream, o dentista Fernando Moura afirma que durante a construção do primeiro edifício viu rachaduras no canteiro de obras do edifício.

"A parede estava rachada no meio. Eu perguntei pro engenheiro e ele disse que era normal, que era porque o terreno estava se acomodando. Como uma rachadura pode ser normal?", questiona.

Sobre o edifício que desabou, Fernando Moura afirma que a obra havia sido embargada na metade.

"Eles pararam de colocar o acabamento, de montar os azulejos, lá pelo décimo quinto andar. Para cima, estava tudo só armado", afirma.

Histórico - O desabamento do edifício em construção no bairro de São Brás, ontem, repete uma história trágica, registrada no dia 13 de agosto de 1987. Foi nesta data que o edifício Raimundo Farias desabou, na rua Diogo Moia, próximo à Doca, em Belém. Trinta e nove operários morreram no desabamento.

Governador do estado fala em "apurar responsabilidades"

O governador do Estado do Pará, Simão Jatene, esteve no local do desabamento no final da tarde de ontem. Ele lamentou o episódio, que classificou como "uma tragédia" e falou em "apurar as responsabilidades". Questionado sobre o número de possíveis mortos, o governador confirmou a informação de que as equipes de resgate do Corpo de Bombeiros trabalhavam com a hipótese de que entre três e seis operários estavam no local.

"A princípio nos foi informado que havia mais de vinte pessoas na obra. Mas a empresa nos confirmou um outro número, entre três e seis operários. O governo já pediu a lista de todos os funcionários que trabalhavam na construção e que poderiam, por qualquer eventualidade, estar no local no momento do desabamento. Equipes da empresa estão indo nas casas dos operários para confirmar este número", afirmou Simão Jatene.

Questionado sobre os possíveis embargos e liberações da obra, Jatene afirmou que o governo cobrará a apuração das responsabilidades. "Agora, nós temos todos que lamentar. O Estado vai apurar e se isso for constatado (se houve a liberação irregular da obra), nós cobraremos punição".

O prefeito de Belém, Duciomar Costa, também esteve no local do desabamento no final da tarde de ontem. Duciomar colocou os equipamentos da Secretaria de Saneamento e da Secretaria de Urbanismo à disposição para o trabalho de remoção dos escombros.

Em nota, a Prefeitura de Belém informou que 200 funcionários estão trabalhando em regime de plantão na área da tragédia. Sesan, Sesma, Seurb, Semma, Guarda Municipal, Funpapa, Ctbel, Defesa Civil e AmaBelém participam dos trabalhos.

Sindicato afirma que trabalhadores não poderiam estar no local

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, Aílson Cunha, que no começo da tarde informou que vinte trabalhadores estariam na construção no momento do desabamento, afirmou que se estivessem trabalhando na obra, na hora do acidente, os operários estavam em situação irregular.

"Nesta situação, de trabalho em um sábado à tarde, a empresa deve comunicar o sindicato. Eu não sei se houve essa comunicação. Se não houve, era uma irregularidade. E uma irregularidade que é frequente. As empresas colocam o trabalhador fora do horário de trabalho e não seria a primeira vez", afirmou.

O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea/PA), José Leitão de Almeida Viana, afirma que não havia, sobre a obra, qualquer notificação de irregularidade nem qualquer indício de desabamento. "No Crea, não havia nenhuma denúncia de irregularidade. O chefe da fiscalização do Crea está aqui para apurar se havia alguma irregularidade".

Sobre o comprometimento das estruturas das construções vizinhas, José Leitão de Almeida Viana, que é engenheiro civil, afirma que, por terem fundações independentes, os edifícios localizados na travessa 3 de Maio não correm risco de desabar. "Eles foram evacuados por uma questão de segurança e devem passar por vistorias técnicas", afirmou José Leitão de Almeida Viana.

Trepidação - "Eu pensei que era um terremoto. Foi um barulho enorme. Começou menor e depois foi aumentando, aumentando", relata Vanessa Guimarães, vizinha do edifício Blumenau. A casa dela, a dois terrenos do prédio que desabou, ficou encoberta durante alguns minutos por uma espessa nuvem de pó. Ela afirma que, segundos depois do desabamento, ainda era possível sentir a terra tremendo.

"Era como se estivesse vindo um tsunami, ou como se tivesse um terremoto, não dá para explicar", relata Andreia Guimarães, irmã de Vanessa. Quando chegou à rua, Andreia viu a montanha de entulho que se formou e engoliu a casa das vizinhas. "Houve uma correria. Todo mundo saía correndo das casas. Ninguém sabia o que estava acontecendo. A terra tremia. No outro lado da rua, eu vi pela janela, tinha dois operários na casa, eles não conseguiram ficar em pé". (No Amazônia)