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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Armas de uso exclusivo das forças militares são encontradas com mulheres que faziam visita à prisão

Duas armas (foto) de uso exclusivo das forças militares foram encontradas no Centro de Recuperação Penitenciario Para II (CRPP II), em Santa Isabel do Pará, na Grande Belém, durante revista neste domingo (17).

Segundo a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe), agentes prisionais apreenderam durante procedimento de revista a visitantes.

As duas pistolas ponto 40 e cinco celulares foram encontrados dentro das bolsas de duas mulheres, que foram presas em flagrante e encaminhadas à Delegacia de Santa Izabel para prestar depoimento à Polícia. As duas armas estavam carregadas. (Com informações do G1Pará)

Deste blog: Entidades defensoras dos Direitos Humanos querem que as pessoas, principalmente mulheres, não sejam revistadas por ocasião das visitas que fazem aos presidiários. Você concorda, leitor(a)?

Clonando Pensamento

“Para alguém provar que é ‘mocorongo’ (nascido em Santarém), nem precisa exibir a carteira de identidade ou a certidão de nascimento. Basta demonstrar que sabe cantar: ...Nunca vi praias tão belas/ Prateadas como aquelas/ Do torrão em que nasci..."
(Vicente Malheiros da Fonseca – filho do maestro Wilson Fonseca - Isoca)

Passatempo...


Símbolo de Santarém

Não faz muito tempo, uma emissora de rádio de Santarém, realizou pesquisa de opinião e os seus ouvintes escolheram o encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas (foto) como símbolo que melhor representa Santarém. Também receberam votos: a Orla (segundo lugar), Igreja Matriz, Museu João Fonna, Hino de Santarém, Praça Barão de Santarém. Eu teria escolhido Alter do Chão. E você, mocorongo(a)?

domingo, 17 de dezembro de 2017

Eu, no rádio santareno

São tantas já vividas
São momentos que eu não esqueci
Se chorei
Ou se sorri
O importante
É que emoções eu vivi
 
 
 
 
 
 
 

O novo salário mínimo

O Orçamento de 2018, aprovado na última quarta-feira (13) pelo Congresso Nacional, prevê um salário mínimo de R$ 965 para o ano que vem. O valor representa um aumento de R$ 28 em relação à remuneração atual, de R$ 937. A lei aguarda sanção do presidente Michel Temer.

Cristiano Ronaldo ironiza após comparação com Renato: 'A melhor resposta é rir'

Autor do gol de falta que garantiu o título do Mundial de Clubes da Fifa para o Real Madrid na vitória por 1 a 0 sobre o Grêmio, ontem (16), em Abu Dhabi, Cristiano Ronaldo exibiu um misto de bom humor e ironia após o confronto ao comentar o fato de que, um dia antes do duelo, o técnico Renato Gaúcho voltou a dizer que foi, no passado, melhor jogador do que o astro português do time espanhol é hoje. 
 
Na zona mista montada para entrevistas coletivas com os jogadores no Estádio Zayed Sports City, o atacante sorriu ao ser lembrado sobre a opinião do treinador gremista. "Ah, o que você quer que eu te diga? Há coisas que para as quais não merecem resposta. Estou contente, marquei o gol. Estou muito feliz", ressaltou. Em seguida, ao voltar a ser questionado sobre o tema, Cristiano Ronaldo respondeu: "A melhor resposta é rir. Se ele (Renato) pensa assim, o que você quer que eu te diga? Tem que escutar. Me contaram também. E fiquei curioso em ver um pouco do currículo dele. Teve um currículo bonito", completou. 
 
O astro, que neste ano foi eleito pela Fifa o melhor jogador do mundo pela quinta vez em sua carreira, também mostrou que, de fato, pesquisou sobre a carreira de Renato como jogador, mas reconheceu que nunca o viu jogar. "Não vi, os brasileiros me contaram sobre ele. Jogou na Europa um ano, na Roma", disse Cristiano Ronaldo, para depois ser enfático ao falar sobre o Grêmio quando foi perguntado se sabia sobre a história do clube gaúcho. "Sim, claro que eu conheço", ressaltou. 
 
A própria relação próxima que manteve com Luiz Felipe Scolari, ex-técnico da seleção portuguesa durante o início da carreira do atacante, ajudou o astro a ter conhecimentos sobre o Grêmio, pois Felipão trilhou carreira vitoriosa como treinador do time gaúcho, pelo qual, entre outros títulos, ganhou a Copa Libertadores de 1995. (Estadão)

2018 nas mãos do TRF-4

Por Eliane Cantanhêde - Estadão
O ano do Executivo, do Legislativo e do Judiciário acabou na sexta-feira e 2018 já começou com a decisão do TRF-4 de julgar o ex-presidente Lula em 24 de janeiro pelo triplex do Guarujá (SP). É em torno de Lula que se movem todas as peças do tabuleiro da eleição presidencial. Logo, as articulações e expectativas estão em suspenso dentro e fora do PT. O cenário é totalmente nebuloso.

Mesmo que Lula seja absolvido – o que não é a principal aposta do mundo político e jurídico –, ele não estará livre, leve e solto para concorrer, pois ainda há possibilidade de uma série de recursos da acusação. E não se pode esquecer que ele responde a seis outros processos. Ou seja, se o TRF-4 inocentá-lo no caso do triplex, Lula continuará como está hoje: alvo da Justiça e com destino incerto e não sabido.

Da mesma maneira, uma condenação na segunda instância, confirmando o veredicto do juiz Sérgio Moro, ou até aumentando a pena de 9 anos e 6 meses, não significará o fim de Lula. As leis brasileiras permitem um festival de recursos da defesa, no próprio TRE e, depois, nas instâncias superiores. Na prática, Lula estará condenado, mas não estará; estará inelegível, mas não estará.

Seu maior risco nem é perder a candidatura a um terceiro mandato, é parar na cadeia, já que a prisão já pode ocorrer após condenação em segunda instância. Essa questão foi decidida com voto apertado no Supremo e pode ser revista com o recuo de ministros e com o novo equilíbrio do plenário da Corte. Mas, até uma nova votação no pleno, sabe-se lá se e quando, Lula que se cuide.

Pelo sim, pelo não, ele continua em campanha, não exatamente para ser o candidato, mas para ficar em evidência e manter mobilizados a tropa petista e o eleitorado lulista. Quanto mais em evidência Lula estiver, mais força terá o sucessor que escolher para sua vaga de candidato e mais poderá consolidar o seu papel de vítima das elites, da Justiça, da Lava Jato. É assim que sua plateia continuará pronta para defendê-lo contra qualquer evidência, contra a própria realidade.

O PT, porém, sabe que não pode esperar sentado a candidatura Lula evaporar de um dia para outro. Se não for para ganhar com Lula, que a eleição sirva para garantir vagas em governos estaduais, Senado e Câmara, depois da derrota acachapante em 2016 (a única capital onde ganhou foi Rio Branco, no Acre). Logo, o foco desloca-se de Fernando Haddad, em São Paulo, para Jaques Wagner, na Bahia. O Nordeste é questão de vida ou morte.

Com Lula, o cenário presidencial é um. Sem ele, é outro bem diferente. E isso vale não só para o PT, mas para todos os partidos e candidatos, que traçam suas estratégias a partir dele. Vejamos Jair Bolsonaro: ele se consolidou no segundo lugar das pesquisas muito por causa do “medo do Lula” e da percepção de que ele é o único com chances de evitar a volta do petista. E sem Lula?

Com ou sem a polarização Lula x Bolsonaro, continuará a busca por um candidato “novo”, de “centro”, distante do discurso dogmático da esquerda e da aventura oportunista da direita após a quebradeira dos partidos tradicionais com a Lava Jato. Mas não dá para prever se Geraldo Alckmin ou Marina Silva serão os beneficiados, porque há indefinição também sobre o futuro de Bolsonaro.

Se a Justiça inviabilizar a candidatura Lula, os eleitores potenciais de Bolsonaro perderão o “medo do Lula” e poderão se diluir entre outros nomes? Ou, ao contrário, muitos apoiadores de Lula darão um salto mortal para Bolsonaro? Nas redes sociais, já não está tão claro se os ataques mais agressivos partem dos lulistas ou dos bolsonaristas. É a velha história: os opostos se atraem. E podem ficar muito parecidos.

Uma só entre todas as mulheres

Por Maria Clara Lucchetti Bingemer, teóloga - Jornal do Brasil
Naquele tempo, o anjo do Senhor dirigiu-se a uma jovem mulher, noiva do carpinteiro José. E o nome dela era Maria. O anjo lhe revela uma notícia impossível: uma gravidez inesperada e não planejada. Dialogando com o mensageiro divino, ela assume o incompreensível mistério que nela se realiza. E o assume com todas as suas consequências.

Em uma sociedade patriarcal como a de seu tempo e seu lugar, uma gravidez acontecida fora do momento certo e da instituição abrigada por lei era algo perigosíssimo. O compromisso de noivado equivalia ao matrimônio e uma infidelidade dentro deste contexto podia resultar em severa punição, até mesmo o apedrejamento reservado às adúlteras.

Não é difícil imaginar a dificuldade de todo o processo da concepção de Jesus que Maria enfrentaria sem o concurso de José. Igualmente é fácil imaginar o que aconteceria a ela em uma cultura patriarcal, segundo o relato de Mateus, se José não houvesse decidido tomá-la por esposa crendo no que Deus lhe dizia e passando além da letra da lei. 

Preparai os caminhos

Por Cardeal Orani Tempesta
Uma das práticas do Advento é a celebração Penitencial. Precisamos nos preparar abaixando as colinas, enchendo os vales e endireitando os caminhos de nossas vidas. Para isso, além de tantas outras práticas do Advento, organizam-se mutirões de confissões quando vários sacerdotes de uma mesma região atendem os penitentes que assim se preparam para o Natal.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Clonando Pensamento

De Jair Bolsonaro, quinta-feira (14), em Manaus/Am:
"Como é que pode um índio na Bolívia ser presidente, e o nosso aqui, por pressão do governo, condená-lo a ficar preso dentro de uma terra indígena como se fosse algo no zoológico? O índio é um ser humano, nosso irmão."

"Se alguns dizem que quero carta branca pra Polícia Militar matar, eu respondo: 'Quero, sim! Policial que não atira em quem atira nele não é policial. Temos obrigação de dar uma retaguarda jurídica a esses bravos homens"

Bonecas 'trans' distribuídas para crianças causam polêmica

Bonecas distribuídas a crianças carentes em Goiás causaram polêmica nas redes sociais e também entre políticos do Estado. É que os brinquedos, entregues pela Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) - uma entidade de assistência social do governo do Estado - têm órgão genital masculino, vestem roupa rosa e têm a boca rosada, o que faz parecer que as bonecas estão usando batom.

Na cidade de Jataí, no sul de Goiás, 1,6 mil caixas com os brinquedos não puderam nem ser abertas. Vereadores enviaram um ofício à prefeitura da cidade, que impediu a entrega dos brinquedos às crianças. "Ficamos indignados com este tipo de apologia, por se tratar de material distribuído a crianças", disse o vereador Gildenício Santos (PMDB). Em Anápolis, vereadores da Câmara Municipal assinaram uma nota de repúdio proposta pelo vereador Lélio Alvarenga (PSC).

O caso, porém, ganhou ainda mais repercussão com a manifestação de alguns políticos nas redes sociais, como foi o deputado federal Delegado Waldir (PR). "Bonecas do sexo feminino, com pênis, bonecas do sexo masculino com batons, explícito os órgãos genitais tanto feminino como masculino, incentivando a ideologia de gênero entre crianças... você acha correto que o dinheiro que pagamos de impostos sejam utilizados dessa forma?". O deputado estadual Daniel Messac (PSDB) adotou o mesmo tom. "Estão fazendo uma doutrinação da chamada ideologia de gênero, um mecanismo para destruir as famílias", afirmou. 

Moro, PF e procuradores mentem e são dignos de pena, diz Lula

O ex-presidente Lula disse na noite de ontem (15) em Piracicaba, no interior de São Paulo, que o juiz federal Sergio Moro, o Ministério Público Federal e a Polícia Federal mentem e são "dignos de pena".

Ao ver cartazes que protestavam contra uma eventual prisão dele, o ex-presidente disse ter notado que as pessoas estavam sentindo "um pouco de dó" dele. "Olha, comecem a ter dó do Moro, comecem a ter dó do Ministério Público Federal e comecem a ter do da Polícia Federal", disse o petista. "Eu quero saber como é que eles vão viver e passar para a história a mentira que eles inventaram".

Lula participou na cidade paulista de um debate sobre educação, ciência e tecnologia promovido pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) ao lado de outros petistas –como o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy.
 
Também no evento, Lula atribuiu mentiras à imprensa. "A imprensa conta uma mentira. A Polícia Federal pega essa mentira e faz um inquérito. O inquérito é mentiroso. Aí vai pro Ministério Público, pega o inquérito mentiroso e faz uma denúncia mentirosa".

Nesta semana, o TRF4 (Tribunal Federal Regional da 4ª Região) marcou o julgamento de Lula no caso do tríplex para o dia 24 de janeiro. Depois da decisão, Lula disse que lutará "até as últimas consequências" para voltar ao Planalto. O petista afirmou ainda que "sendo candidatou ou não, eles vão ter que nos engolir em 2018".

Editorial - Folha de SP: Pedágio na internet

Uma decisão tomada nesta semana nos Estados Unidos abriu caminho para mudanças significativas na forma como os consumidores se acostumaram a navegar na internet e usufruir das vantagens proporcionadas por empresas que oferecem seus serviços na rede.

Anunciada pela agência que regula as telecomunicações nos EUA, a alteração quebra o princípio da neutralidade da rede, que proíbe provedores de internet de discriminar conteúdo veiculado por meio dela, bloqueando o acesso a sites ou cobrando mais por vídeos e outros produtos.

Ao reverter entendimento adotado há três anos, a nova regra representa uma guinada na política americana e certamente será combatida nos tribunais, como outras medidas tomadas após a chegada de Donald Trump à Casa Branca.

Mas seu impacto sobre empresas e consumidores ainda é incerto. Em tese, os provedores de internet poderão cobrar por seus serviços como fazem concessionários de rodovias em que caminhões pagam pedágio mais alto e só veículos leves usam a pista da esquerda.

Mesmo que a decisão só seja aplicada nos EUA, internautas de outros países podem ser prejudicados se o acesso a sites americanos ficar mais lento, e serviços de comunicação que usam a estrutura da rede também forem afetados.

Ainda é cedo para saber como a janela aberta pelos reguladores será explorada pelos provedores, que consideram a mudança essencial para garantir investimentos na infraestrutura necessária para manter a internet funcionando.

No Brasil, a legislação corretamente proíbe qualquer tipo de discriminação pelos provedores desde a edição do Marco Civil da Internet, aprovado pelo Congresso em 2014. De forma sensata, a lei consagrou o princípio da neutralidade da rede, e o dispositivo depois foi reforçado por um decreto.

Na prática, porém, as operadoras de telefonia encontraram brechas na legislação para vender pacotes que liberam o uso de redes sociais e serviços específicos, enquanto o acesso dos usuários a outros conteúdos fica espremido nos limites definidos pelo plano.

Em setembro deste ano, um pedido de investigação sobre as práticas das teles foi engavetado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, contrariando o Ministério Público e grupos de proteção dos consumidores.

É um sinal preocupante. As operadoras já avisaram que aproveitarão o clima criado pela guinada dos EUA para propor mudanças na regulamentação do Marco Civil. Espera-se que o governo impeça que os interesses das teles e de empresas com maior poder econômico prevaleçam na discussão.

Editorial - Estadão: Policiais também são vítimas

As impressionantes estatísticas sobre os policiais feridos ou mortos em São Paulo voltam a chamar a atenção para um aspecto grave do combate à criminalidade, que nem sempre é levado na devida consideração. Um julgamento objetivo e isento da ação de todos os atores envolvidos no esforço para melhorar a segurança pública – que há muito se tornou um dos problemas que mais afligem a população – é fundamental para que se tenha êxito nessa empreitada. Os números a respeito levantados por reportagem do Estado são um elemento importante para fazer esse juízo.

No que se refere aos feridos, de 2015 até agora, informações obtidas nas Juntas Médicas da Diretoria de Saúde da Polícia Militar (PM) indicam que foram 3.131 os policiais, homens e mulheres, afastados do trabalho por terem sido atingidos por tiros ou facadas, atropelados ou vítimas de outros acidentes durante o serviço ou nos períodos de folga, sempre por bandidos. Muitos deles sofreram lesões que os incapacitam permanentemente para a função policial. Como diz um desses policiais, que ficou paraplégico e faz fisioterapia no Centro de Reabilitação da PM, constatando a vulnerabilidade e o alto risco da profissão policial: “Somos treinados para ser super-heróis, mas na verdade não somos”.

O retrato da violência que atinge os policiais – que muitas vezes passa despercebida pela população, por ser ela a principal vítima dos bandidos – se completa com os números, ainda mais graves, referentes às mortes. Foram 1.147 policiais militares mortos em todo o Estado, desde 2001. Para ter uma ideia do que significa esse número, ele representa a média de um morto a cada cinco dias. Ou então: ele equivale a dois batalhões da corporação perdidos no combate ao crime naquele período.

Os dados da Corregedoria da PM indicam que a capital, onde se concentra mais de um terço (30 mil) dos 88 mil PMs, registrou quase metade das mortes de policiais: 494, ou 43% do total. Em seguida vêm os demais municípios da Grande São Paulo (207), a Baixada Santista (83) e a região de Campinas (59). Números que são mais uma confirmação de que a criminalidade se espalhou pelo Estado, embora os focos mais graves continuem sendo a capital e o conjunto dos demais municípios que constituem a Grande São Paulo.

O fato de a maior parte – 85% – dos assassinados ser de policiais que estavam de folga não significa que eles não sejam vítimas de bandidos. A maioria (49,5%) foi vítima de atentados ou de roubos (21,4%), de acordo com investigações feitas pela Corregedoria. Além disso, segundo o coronel Marcelino Fernandes da Silva, comandante da Corregedoria, a morte ou a tentativa de homicídio (caso em que devem ser considerados também os feridos, cujo número é muito maior) “acontece principalmente em decorrência da profissão”.

Os dados levantados pelo Estado colocam em destaque, de forma dramática, aquilo que nem sempre é evidente para a população, isto é, que os policiais podem ser tão vítimas como ela da violência dos bandidos. O que leva, às vezes, à falsa impressão de que ambos não estão exatamente no mesmo barco é o comportamento de um certo número de policiais, que com frequência ultrapassa os limites do rigor que caracteriza a profissão e descamba para a violência, seja contra bandidos já dominados, seja na abordagem de pessoas de bem.

Isso explica o alto índice de letalidade – mortes em confronto com policiais militares ou civis – da força policial. Basta dizer que no primeiro semestre deste ano as mortes causadas por policiais em todo o Estado foi de 459, o maior número dos últimos 14 anos.

Tanto a PM quanto a Polícia Civil insistem em que há um esforço permanente para fazer baixar a taxa de letalidade, assim como para melhorar o tratamento dado por seus agentes aos cidadãos comuns. É bom que seja assim, porque a cooperação entre polícia e população – cuja necessidade é ressaltada por dados que demonstram serem ambas vítimas da violência – é fundamental para o combate ao crime.

Revoltante!

 
Este ano, o desembolso da Caixa Econômica (leia-se, Governo federal) com patrocínios a 26 clubes de futebol que estampam sua logomarca nas camisas foi de R$ 145 milhões. Mas, não gastou nenhum tostão para ajudar, por exemplo, a assistência médica e compra de medicamentos para os brasileiros e as brasileiras que lotam os hospitais públicos para aliviar seus sofrimentos. 

Revista mostra relação entre Gilmar Mendes e JBS

Segundo revista, Gilmar e Joesley mantiveram parceria e convivência amigável
Sobre uma reportagem da edição desta sexta-feira (15) da revista Veja sobre supostos repasses de patrocínios da JBS, empresa de Joesley Batista, para o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), do qual é sócio, Gilmar limitou-se a dizer que não tem função de direção na instituição. “Sou apenas um sócio-cotista.” Perguntado sobre reuniões com o empresário, o ministro disse que participa de reuniões com várias pessoas a toda hora. “Isso não tem significado.”

Leia aqui > Revista mostra "relações perigosas" entre empresa de Gilmar Mendes e JBS

Novena de Natal

Por Cardeal João Orani Tempesta
O tempo do advento é constituído de quatro domingos que antecedem o Natal do Senhor. É, portanto, tempo de piedosa espera. Ora, esperar uma pessoa querida requer alegre e cuidadosa preparação. Esta preparação para o natal tem dupla característica: tempo de preparação para as solenidades do Natal, nas quais se recorda a primeira vinda do Filho de Deus ao meio dos homens; e simultaneamente, tempo em que, com esta recordação, a atenção se dirige para a expectativa da segunda vinda de Cristo no fim dos tempos. Celebrando cada ano este mistério, a Igreja nos exorta a renovar continuamente a lembrança de tão grande amor de Deus para conosco. Eis aqui algumas atitudes que nos ajudarão a preparar uma celebração digna e frutuosa do Natal. A primeira atitude é de Oração. A oração abre-nos, por Cristo, em Cristo e com o Espírito Santo, à contemplação do rosto do Pai, colocando-nos em comunhão e sintonia com a Trindade, fonte de santidade, de alegria e da verdadeira paz. A liturgia especial da semana de preparação próxima do Natal nos traz uma bela espiritualidade para este tempo tão especial.
Mais aqui >Novena de Natal

Depoimento comovente de um filho amoroso.

Sobre a postagem > “Galeria de Amigos”: FABIANO SIMÕES (in memoriam), o médico Erik Jennings, filho do homenageado, fez o seguinte comentário:


"Obrigado Ercio Bemerguy, pela sua homenagem. Agradeço a cada um que carinhosamente comentou este post. e aos que silenciosamente mantém um carinho pelo meu amado pai. Cresci ouvindo minha mãe reclamar que ele, meu pai, mantinha mais carinho pelos amigos que pela própria família. De certa forma, sempre dei razão para minha mãe. Depois que ele se foi, uma enxurrada de amigos revelou o carinho que ele tinha pela gente, mas que não demonstrava em casa. Para os amigos ele deixava claro seu sentimento. Em casa, era contido, as vezes beirando a frieza. Mas quando precisava de atitude ele sempre respondia com gestos de amor e carinho mas do seu jeito. Hoje vejo que alguns amigos experimentaram a melhor parte de meu pai. A parte que ele deixava transparecer seus sentimentos. Genial e inquieto sabia e ensinava física, matemática, inglês, elétrica ... e uma dezena de disciplina sem ter curso superior. Só não sabia administrar suas finanças. Sempre vivemos apertados e só não passávamos necessidade graças a disciplina de minha mãe que cuidava dele e o alertava. Na verdade, ele trabalhava para nutrir sua felicidade que era resolver o problema dos seus clientes e vê-los felizes. Os amigos eram seu maior patrimônio. Em casa vivia falando de fulano, beltrano e sicrano. E, para os amigos falava da gente. No final seus amigos eram a ponte para a felicidade. Uma outra família que se confundia com a nossa. Em espaço, na mesa e no coração dele."

sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Descanse em paz meu amigo Otávio Marcelino Maciel.

Sua trajetória como juiz e desembargador do Tribunal de Justiça do Pará é um exemplo de competência, dinamismo, empolgação e honradez. Faleceu hoje, em Belém. Seu corpo está sendo velado na Capela do Recanto da Saudade - Rua Diogo Moia, 1264 e será sepultado amanhã, às 10h.
Aos seus familiares, eu e Albanira apresentamos nossas condolências.

Leitores(as), sejam felizes!

Ó VIRGEM MÃE AMOROSA, FONTE DE AMOR E DE FÉ, DAÍ, NO NATAL E EM TODOS OS DIAS DO ANO NOVO, A VOSSA BENÇÃO BONDOSA A QUEM ACESSA ESTE BLOG.

"Galeria de Amigos": DUDU DOURADO

Amigos são pessoas especiais... Pra mim, EDUARDO DOURADO é uma delas. Na foto, ele e eu.

Eleição na ALAS

Hoje (15), às 19h, em uma das salas do museu João Fona, os membros da Academia de Letras e Artes de Santarém estarão reunidos para escolher os novos dirigentes da entidade. Provavelmente, apenas uma chapa concorrerá, composta pelos acadêmicos Anselmo Colares para presidente e Sidney Canto, vice-presidente.

Natal feliz em Santarém era assim...

 
 
É uma questão de justiça relembrarmos e enaltecermos a iniciativa do governo da ex-prefeita de Santarém, Maria do Carmo Martins Lima, que durante toda a sua gestão proporcionou um Natal feliz ao povo santareno. A orla e as praças eram ornamentadas e a criançada adorava visitar a Casa do Papai Noel na praça de São Sebastião e andar no trenzinho que circulava pelas ruas próximas ao Terminal Turístico.  O Estádio Colosso do Tapajós ficava lotado de pessoas de todas as idades e classes sociais que participavam de uma vasta programação elaborada pela prefeitura, inclusive a distribuição de milhares de brinquedos às crianças carentes.

quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Quem lembra desta paisagem de Santarém do passado?



Lula: “Fico muito puto que a classe política não reaja”

Em seu primeiro pronunciamento após o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) marcar para 24 de janeiro o julgamento de seu recurso contra a condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula conclamou os políticos brasileiros a reagirem contra a onda de acusações que atinge todos os partidos. “Já desmoralizaram a política, os partidos. Eu fico muito puto que a classe política não reaja. Eu faço minha resistência não é por mim, não. É pelo PT”, disse Lula em reunião com as bancadas do PT da Câmara e do Senado ontem (13).

O ex-presidente voltou a ressaltar seu caráter. “Se tem uma coisa que não abro mão é da minha honra. Tenho muito caráter e isso não se vende em supermercado”, afirmou. “Leiam a sentença e depois leiam a decisão sobre nosso recurso. E vocês vão perceber que tem algo além do jurídico nesse processo”, acrescentou.

Aprovada a liberação da venda de bebidas alcoólicas nos estádios de Belém

Por 18 votos favoráveis a 12 contrários, os vereadores de Belém aprovaram ontem, 13, sob regime de urgência, o projeto de lei que dispõe sobre a regulamentação para a comercialização, venda e o consumo de bebidas alcoólicas (exclusivamente cerveja e chope- qualquer outro tipo é proibido) nos estádios, ginásios e arenas desportivas durante a realização de um evento no âmbito do município de Belém. A autoria do projeto foi do vereador Mauro Freitas (PSDC).

No projeto aprovado consta que o fornecedor deverá ser habilitado, mediante obtenção de alvará específicos, laudos técnicos da vigilância sanitária, do corpo de bombeiros, polícia militar, para poder realizar a venda de derivados de cevada. A venda será iniciada duas horas antes de começar a partida, provas ou equivalentes, encerrando dez minutos iniciado o segundo tempo. O consumo será em copos plásticos, descartáveis, admitindo o uso de copos promocionais de plástico ou papel e somente em bares, lanchonetes, camarotes, área vip. Os locais estarão identificados, assim como os efeitos de ingestão de bebidas e a proibição para menores de 18 anos. O torcedor que promover desordem, tumultos estará sujeito a impossibilidade de ingresso ou afastamento dos eventos. Os administradores dos estádios são os responsáveis por fiscalizar o cumprimento da lei.

O projeto segue para sanção do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho. A lei já deve começar a valer a partir do próximo campeonato paraense em 2018.

Gente que brilha: FERNANDO BEMERGUY

Meu querido primo Fernando é homem de fé profunda. Como diácono é fiel à oração e a seus deveres pastorais. Excelente pregador da palavra de Deus é benquisto e admirado por tratar as pessoas com muito carinho e atenção. Fernando completa mais uma etapa de sua vida no aprimoramento de seus conhecimentos sobre a religião católica. Agradeço o convite (acima) que me enviou e o parabenizo.
Fernando e sua esposa Lourdes

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Julgamento de Lula: Discurso pronto

Por Vera Magalhães - Estadão
Aliados de Lula vão usar a marcação do julgamento do recurso do ex-presidente em segunda instância para 24 de janeiro e os movimentos combinados de enfraquecimento da Lava Jato para intensificar o discurso de que a operação se transformou exclusivamente numa perseguição política ao petista para inviabilizar sua candidatura.

Petistas e aliados vão martelar nas redes sociais, nas tribunas e nos diretórios do partido que o processo contra Lula foi o de mais rápida tramitação entre todos os da Lava Jato julgados pela 8.ª Turma do TRF (Tribunal Regional Federal) da 4.ª Região, que analisa em segunda instância os processos de Curitiba.

A defesa de Lula também prepara recursos para questionar se houve quebra da ordem cronológica de tramitação das apelações na corte.

Enquanto isso, a ordem é apontar uma articulação do PMDB para “estancar a sangria”, como disse Romero Jucá na gravação feita pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Entrarão nesse discurso a nomeação de Fernando Segovia para a direção-geral da Polícia Federal – e a paulatina troca de comando em postos-chave da PF – e a atuação de Raquel Dodge na Procuradoria-Geral da República.

“O objetivo da Lava Jato era inviabilizar o Lula. A ordem agora é tentar tirá-lo do jogo e depois passar a régua”, diz um aliado do ex-presidente, mostrando qual será a tônica do discurso daqui para a frente.

A ordem é fazer uma “mobilização permanente” até 24 de janeiro, data marcada para o julgamento de Lula no TRF-4.

Hoje é o Dia de Santa Luzia



Deputados aprovam regulamentação da carreira de agentes comunitários de saúde

Os deputados aprovaram, de maneira simbólica na noite de ontem (12), a regulamentação das atribuições, jornada e condições de trabalho dos agentes comunitários de saúde e dos agentes de combate às endemias. A votação do projeto foi conduzida pelo autor do projeto, deputado Raimundo Gomes de Matos (PSDB-CE). A matéria já foi aprovada pelo Senado e agora segue para sanção do presidente Michel Temer (PMDB).

Agentes ocuparam a galeria da Câmara para assistir à votação e comemoraram a aprovação. Os deputados acataram integralmente seis das oito emendas do parecer da comissão especial que analisou a matéria. Entre as emendas apresentadas pelos senadores e aprovadas pelos deputados, está a retirada da exigência da duração mínima de 200 horas para o curso bienal de aperfeiçoamento.

Guilherme de Pádua vira pastor de igreja evangélica

 
 Guilherme sendo ordenado pastor
Guilherme de Pádua se tornou pastor da igreja evangélica, após 15 anos de conversão. A cerimônia aconteceu em Belo Horizonte, onde ele mora, no último fim de semana. Há 20 anos, o ex-ator foi condenado pelo assassinato da atriz Daniella Perez, filha da autora Glória Perez.

As fotos da cerimônia de ordenação foram compartilhadas pela sua mulher, Juliana Lacerda, nas redes sociais."Enfim, agora PASTOR GUILHERME! Ele esperou mais que 15 anos para que esse dia chegasse, mas como nós dizemos, tudo no tempo do SENHOR. Chegou o seu tempo, meu amor", escreveu a maquiadora na publicação, que tem fotos do ex-ator emocionado e com uma bíblia na mão.
  
Guilherme e a esposa Juliana

"Galeria de Amigos": MANOEL BENDELACK (in memoriam)

Manoel Corrêa do Rosário, carnavalesco dos bons, foi o criador do premiadíssimo Bloco da Pulga, que até hoje faz sucesso no carnaval santareno. Fomos colegas de trabalho na agência do BASA em Santarém.

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Leitorado: Em busca de votos, vale tudo

De Mauro Vasconcelos, Cidade Nova 3/Ananindeua:
"Li em um blog esta notícia: "No feriado de Nossa Senhora da Conceição, mais de cinquenta ciclistas participaram, em Santarém, do 3º Alter de Bike, organizado pelo grupo Eart e coordenado por Guilherme Baía. O presidente da Alepa, deputado Márcio Miranda, que estava em Santarém e é ciclista, topou o desafio e participou da trilha com sua esposa, Daniela". Faltou dizer que o deputado Márcio é pré-candidato ao governo do Pará, e estes exercícios ciclísticos fazem parte da luta pela conquista de votos. Ora, ora..."

Vale a pena ler: Brutalidade das ações policiais

Por: Percival Puggina, escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país.
É tão triste quanto espantoso o número de policiais mortos no cumprimento do seu dever, em confrontos com o crime, para proteção da sociedade e manter ainda tremeluzente a chama da supremacia da lei. Sucedem-se os fatos, passam-se os dias, e cai sobre cada óbito o soturno silêncio da banalização. Nenhum porta-voz da esquerda local vai aos microfones condenar a brutalidade criminal, solidarizar-se com familiares dos mortos. Nenhum cronista bate dedos o teclado do computador para expressar sua compaixão pelos agentes da lei. Nenhum sociólogo de plantão, nenhuma ONG promotora de direitos humanos diz algo a respeito. No entanto, com quanta frequência se lê sobre a “brutalidade das ações policiais”!

Não passa pela cabeça de quem quer que seja – surpresa minha! – indagar quais os materialmente mais desfavorecidos nesses confrontos. Os policiais ou os bandidos? Quem tem mais dinheiro no bolso? Quem porta a arma mais sofisticada? Quem é mais “oprimido”? Quem está do lado da sociedade e quem está contra ela?

A brutalidade criminal ocorre todo dia, toda hora, com requintes de crueldade, não respeitando criança, menor, mulher, pobre, rico, juiz de direito ou policial. No entanto, quando um destes últimos, no arriscado exercício de seu dever, sob fogo dos bandidos, dispara sua arma, matando ou ferindo algum deles, logo sai para a rua o bloco dos pacifistas seletivos, pronto para condenar a "truculência" dos agentes da lei. E eu já não me surpreendo mais com isso. Portanto, chega de brutalidade criminal! Policial também é gente e tem direitos humanos!

Clonando Pensamento

"Alguém lembra da “lista do Janot”, que virou “do Fachin”? E as investigações sobre Renan Calheiros, Romero Jucá e Aécio Neves, por onde andam? E sobre a presidente do PT, Gleisi Hoffmann? Todos disputarão as eleições, lépidos e fagueiros." (Eliane Cantanhêde, jornalista)
Mais aqui > Um ano que já vai tarde

Papai Noel, por favor, atende!

Carta de pobre pedindo presente ao Papai Noel: 
"Papai Noel, meu bom velhinho, um botijão de gás já tá bom demais".

Editorial - Estadão: Avaliar as estatais

Um dos grandes desafios do País é melhorar a governança das estatais. Com raríssimas exceções, sempre foi notório o déficit administrativo das empresas públicas, constatado por uma baixa eficiência e altos custos. O problema tornou-se especialmente grave com os governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff, que promoveram um explícito aparelhamento partidário das estatais. Era a canhestra tentativa de pôr todo o Estado a serviço dos interesses de um partido.

Naturalmente, depois de mais de uma década de deliberado esforço por perverter as estatais, há um longo caminho a ser percorrido. No primeiro semestre do ano passado, o Congresso aprovou a Lei das Estatais (Lei 13.303/2016), que estabeleceu alguns limites para a interferência do mundo político nas estatais. A lei fixou, por exemplo, requisitos mínimos para a composição do Conselho de Administração e da diretoria das estatais.

Depois, em dezembro de 2016, o governo federal, por meio do Decreto 8.945, regulamentou a Lei das Estatais. Entre outros pontos, todos os administradores das estatais devem preencher quatro condições: reputação ilibada, notório conhecimento, formação acadêmica compatível com o cargo e experiência profissional mínima. Para tanto, o decreto exige que cada estatal tenha um órgão que auxilie na escolha de novos administradores e verifique a conformidade do processo de avaliação, que deverá ser registrado em ata.

Em continuidade a esse empenho para melhorar a gestão das estatais, o Ministério do Planejamento lançou recentemente o Índice de Governança, que avalia “o cumprimento dos requisitos exigidos pela Lei n..º 13.303/2016, regulamentada pelo Decreto n.º 8.945/2016, e as diretrizes estabelecidas nas Resoluções da Comissão Interministerial de Governança Corporativa e de Administração de Participações Societárias da União”. As empresas estatais de controle direto da União serão avaliadas trimestralmente, tendo por base três fatores: gestão, controle e auditoria; transparência das informações; e, por último, conselhos, comitês e diretoria.

No lançamento do novo instrumento de acompanhamento, foi divulgado o resultado do primeiro ciclo de avaliação da governança de 48 estatais federais. Em uma escala de zero a 10, a média ficou em 4,02. “Há claramente um espaço muito grande para melhoria”, afirmou o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

Petrobrás e Banco do Brasil foram as únicas empresas a receber nota máxima de governança. Em seguida, esteve o BNDES, com 9,5 pontos. Eletrobrás e Empresa Gestora de Ativos receberam 8 pontos. Logo após, Caixa, Banco do Nordeste e Banco da Amazônia tiraram nota 7,5. Dyogo Oliveira lembrou que a nota da Petrobrás é uma consequência das mudanças ocorridas na governança da empresa. “Aquela Petrobrás que teve todos aqueles escândalos não tiraria nota 10. A Petrobrás hoje enfrenta com diligência os órgãos de controle”, disse Oliveira.

Além das notas, as empresas estatais passam a ser classificadas em quatro níveis de governança. Na primeira avaliação, apenas oito ficaram no melhor nível. A título de comparação, 16 estatais ficaram no nível 4.

É urgente e muito necessário avaliar as estatais, que são empresas e não feudos para abrigar interesses políticos. Só com uma gestão profissional é que poderão cumprir a contento sua finalidade social. Nesse sentido, vale lembrar o art. 173 da Constituição de 1988: “Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei”.

Como se vê, a regra é a não intromissão direta do Estado na atividade econômica. Ou seja, nos excepcionais casos em que o poder público atua na atividade econômica por meio das estatais, elas devem ser rigorosamente exemplares e eficientes. De outra forma, não faz nenhum sentido tal exceção.

TSE quer canal de denúncia para combater fake news na eleição de 2018

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) estuda criar um canal de denúncia na internet para combater a propagação de "fake news" (notícias fabricadas e muitas vezes divulgadas sob falsas fachadas de veículos reais) disseminadas na internet, em especial em redes sociais e aplicativos de mensagem.

A medida faz parte das iniciativas que estão sendo discutidas por um conselho organizado pelo presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, que também integra o STF (Supremo Tribunal Federal), e cuja primeira reunião ocorreu nesta segunda-feira (11).

A ideia é criar um ambiente virtual (site ou aplicativo) para que o eleitor passe informações sobre notícias falsas nas eleições de 2018. O cidadão também vai poder enviar sugestões por meio deste canal.

O TSE já tem orientações para o eleitor fazer denúncias em casos de compra de votos ou de outdoor irregular, por exemplo. A ideia é criar uma plataforma para estimular esse ambiente de fiscalização das campanhas na internet.

"O tribunal quer saber como tratar e identificar as notícias falsas", disse à Folha o ministro Admar Gonzaga, do TSE. "O interesse é que o eleitor receba informações de forma mais transparente possível", afirmou, acrescentando que é difícil ter um padrão para identificar o que é notícia falsa.

Na próxima reunião, marcada para 15 de janeiro, o conselho deve discutir a legislação de outros países para a propaganda eleitoral na internet a fim de analisar a adoção de novas regras para o ambiente virtual no Brasil.

O grupo conta com dez membros, incluindo integrantes do próprio TSE, dos ministérios da Justiça e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, além de representantes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), do Exército, da Fundação Getúlio Vargas e do Safernet.

Na semana passada, o ministro Luiz Fux, próximo presidente do TSE, disse que pretende deixar sua marca no combate a "fake news".

DIVULGAÇÃO DE CUSTOS
A atual lei que baliza as regras eleitorais determina que a propaganda na internet só pode ser gerada ou editada "por candidatos, partidos ou coligações" ou por qualquer pessoa, "desde que não contrate impulsionamento de conteúdos" (notícia patrocinada).

O desafio apontado pelos integrantes do conselho ouvidos pela reportagem é encontrar uma maneira de identificar quem contrata uma notícia patrocinada em rede social _e, assim, rastrear as notícias criadas para denegrir a imagem de um candidato, por exemplo.

O grupo estuda a possibilidade de exigir que as notícias impulsionadas estejam identificadas como propagandas políticas, por quem foram contratadas e quanto custaram. "A transparência da informação nos preocupa", disse o ministro Gonzaga.

Os conselheiros também debatem a possibilidade de elaborar uma cartilha como manual de procedimentos para os juízes eleitorais.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Tão com vergonha, é?


“Galeria de Amigos”: FABIANO SIMÕES (in memoriam)


As pessoas só morrem quando são esquecidas. Fabiano continua vivo, lembrado com muita saudade e amor por seus familiares e amigos. Na nossa meninice, fomos colegas de turma em uma das séries do Curso Primário do Ginásio Dom Amando. Era o mais inteligente, tirava 10 em todas as matérias.
Na foto, o meu amigo e o filho Eric, competente médico.

Pabllo virou fenômeno pop

Pabllo Vittar ganhou o prêmio de Música do Ano com K.O. no Troféu Domingão – Melhores do Ano. Ao receber o prêmio, Pabllo agradeceu aos fãs, aos Vittarlovers de todo o Brasil!". Você, leitor(a), está também no rol de quem a-do-ra o Pabllo?

Editorial - Estadão: Lula caçoa do País

Que Lula tem escasso apego à realidade e à verdade, nem mesmo os petistas mais ingênuos são capazes de negar. Aliás, pode-se dizer que, para essa gente, uma de suas grandes “qualidades” é justamente a de sustentar suas patranhas palanqueiras mesmo diante de dados e informações que as desmentem categoricamente – afinal, se os fatos contrariam o falatório de Lula, pior para os fatos. Mas nos últimos dias, durante visita do chefão petista ao Rio de Janeiro, essa capacidade de caçoar do País atingiu o estado da arte.

Para começar, o ex-presidente atribuiu as agruras do Rio à Operação Lava Jato. “A Lava Jato não pode fazer o que está fazendo com o Rio”, discursou Lula, em referência aos efeitos da ação anticorrupção na Petrobrás. “Se um empresário errou, prende o empresário. Mas não quebra a empresa, porque quem paga é o trabalhador. Porque dizem que meia dúzia roubou, não pode causar o prejuízo que estão causando à Petrobrás”, disse Lula.

O discurso é uma inacreditável coleção de afrontas. Ao contrário do que diz Lula, a Lava Jato ajudou a salvar a Petrobrás, livrando-a dos diretores corruptos que ali estavam para pilhá-la e para distribuir o fruto do roubo entre os partidos que sustentavam os governos petistas. O saneamento da maior estatal brasileira deve muito à depuração proporcionada pela Lava Jato, que ajudou a recuperar quase R$ 1,5 bilhão em recursos desviados.

Sob nova e saneadora direção, após o impeachment da presidente Dilma Rousseff, a Petrobrás revisou seus investimentos, que haviam sido ampliados irresponsavelmente por uma administração que pretendia transformar a empresa em ponta de lança do projeto de poder de Lula, e alterou sua política de preços, antes determinada pelos interesses eleitoreiros dos governos petistas, que tantas perdas causaram à estatal. Como resultado, a Petrobrás interrompeu obras desnecessárias, excessivamente custosas ou que haviam sido projetadas apenas para servir ao esquema de corrupção.

Foi o caso das obras do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). Segundo o Tribunal de Contas da União, a construção, lançada com fanfarra pelo governo de Lula em 2010, gerou para a Petrobrás um prejuízo de US$ 12,5 bilhões, dos quais US$ 9,5 bilhões podem ser atribuídos à gestão temerária dos prepostos petistas que dirigiram a estatal no período. As obras foram suspensas em razão desse prejuízo. Como ali trabalhavam 35 mil pessoas, pode-se imaginar o tamanho do drama social que a corrupção e a inépcia dos governos petistas causaram.

Mas Lula da Silva, com seu profundo desdém pela ética e sua escancarada falta de pudor, não viu problema nenhum em se encarapitar num carro de som em frente ao Comperj para bradar que “é inaceitável que um país, em meio a essa crise econômica e esse desemprego, deixe parada uma obra dessa magnitude por irresponsabilidade desse governo”.

Na ocasião, Lula disse que era “notícia estarrecedora” a informação de que os dois presidentes da Petrobrás na gestão petista, José Sérgio Gabrielli e Graça Foster, serão processados por improbidade administrativa em razão da decisão de congelar os preços dos combustíveis a pretexto de controlar a inflação. Essa política irresponsável gerou prejuízo de R$ 60 bilhões à Petrobrás, segundo cálculo da Organização Mundial do Comércio. O valor é três vezes superior ao que se estima tenha sido desviado pela corrupção. Mas Lula simplificou tudo ao dizer que Gabrielli e Graça Foster “estão sendo processados porque não aumentaram o gás e a gasolina”, enquanto o presidente Michel Temer “aumentou o gás em 68% em sete meses”. Ou seja, no fabulário de Lula, quem quebrou a Petrobrás é herói, e quem se dispõe a saneá-la é vilão.

É hercúlea a tarefa de quem se dispõe a desmontar o engodo lulopetista. Muita gente prefere acreditar em Lula, que não tem compromisso nenhum com a verdade, a aceitar a árida e complexa realidade – que a mediocridade populista do chefão petista reproduzida pelo “poste” Dilma Rousseff jogou o País no fundo do poço.

Clonando Pensamento

"O PSDB gastou R$ 1,5 milhão para promover a convenção nacional do partido, em Brasília. O dinheiro, destinado a pagar viagens aéreas e hospedagem em hotéis de luxo, veio do povo, pois a reunião foi financiada pelo Fundo Partidário alimentado com recursos do contribuinte.

O Fundo Partidário pertence ao denominado entulho autoritário. Surgiu com a Lei nº 4.740, de 15/7/1965, sancionada pelo presidente Castelo Branco, e sobrevive na Lei nº 9.096, de 19/9/1995, sancionada pelo vice-presidente Marco Maciel. Integra o rol das normas legais, porém imorais. Afinal, manutenção de partido político, pessoa jurídica de direito privado, é responsabilidade dos filiados, jamais dos contribuintes ou do povo. Com R$ 1,5 milhão de reais numerosas famílias pobres e faveladas teriam pequena parte das necessidades atendidas.

Sinto-me lesado ao saber que parte do dinheiro que recolho aos cofres públicos federais, será rateada entre 35 partidos registrados no Superior Tribunal Eleitoral e gasto em iniciativas como convenções partidárias, manutenção de fundações de utilidade duvidosa ou propaganda eleitoral pelo rádio e televisão." 
(Almir Pazzianotto, advogado, foi Ministro do Trabalho e presidente do Tribunal Superior do Trabalho.)

Cadê o Ibama? Cadê os tais defensores da preservação ambiental?

Uma balsa com cerca de mil toras de madeira encalhou na tarde de ontem (10), próximo a orla do distrito de Icoaraci, em Belém. E, pode anotar pra conferir: o Ibama dirá que a derrubada das arvores foi feita legalmente.

Ministros usam voos da FAB para dar carona a parentes e lobistas. Um deles é Helder Barbalho

Ministros do governo de Michel Temer usaram voos da FAB (Força Aérea Brasileira), requisitados com o propósito de cumprir agendas de trabalho, para transportar parentes, amigos e representantes do setor privado. Há carona a mulheres e filhos, que não têm vínculo com a administração pública.

A Folha levantou as informações por meio da Lei de Acesso à Informação. O decreto 4.244/2002, que dispõe sobre os voos, permite o uso da frota "somente" para o transporte de vice-presidente, ministros de Estado, chefes dos três Poderes e das Forças Armadas, salvo nos casos em que há autorização especial do ministro da Defesa.

A norma não autoriza expressamente o embarque de pessoas sem cargo ou função pública. Também não há previsão para que congressistas peguem carona.

A reportagem obteve dados de viagens feitas por 12 ministros. Seis deles levaram filhos ou mulheres na comitiva, não raro para cumprir agendas em locais turísticos.

Entre 13 e 16 de outubro de 2016, a FAB cedeu um de seus jatos para que o titular do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV), participasse de encontro sobre sustentabilidade no Pantanal. O evento, emendado com o dia das crianças, se deu no Refúgio Ecológico Caiman, hotel luxuoso em Miranda (MS). Na comitiva estava o filho de 11 anos do ministro.

O peemedebista Helder Barbalho (Integração Nacional) —provável candidato ao governo do Pará— também levou a mulher, Daniela, para um São João, o tradicional Arraial dos Caetés, em Bragança, em junho. Foi uma viagem em família, com a presença do pai do ministro, o senador Jader Barbalho, e da mãe, a deputada Elcione Barbalho, ambos do PMDB.

A FAB alega que recebe das autoridades a lista dos passageiros, mas não tem responsabilidade sobre as comitivas.  (Fonte: Folha de SP)

Alô galera! Pô, não exagera!

Nos fins de semana a orla da avenida Tapajós, em Santarém, é frequentada pela juventude sadia, alegre, antenada na paquera e turbinada pelos ritmos musicais em altíssimo volume e gerados pelos potentes aparelhos de som instalados em seus carros envenenados e estacionados à beira do calçadão.

Se algum “coroa”, se algum “tio” reclama do barulho, a galera responde em coro: “Fica frio, cara! Não esquenta o cabeção! Fica na tua... deixa o sonzão rolar numa boa.” Fazer o quê? O jeito é deixar os jovens curtirem em paz esse e outros prazeres que fazem de suas vidas uma festa. Mas, não custa nada insistir, pedir mais uma vez a essa turma boa: "Manera, mano, baixa um pouquinho o volume do agito, tá legal? Valeu...!!!"

domingo, 10 de dezembro de 2017

Para os mocorongos da velha guarda: Goleada de emoção e saudade



De Ercio Bemerguy, aprendiz de poeta:

No velho estádio, sem grama, sem grade
As tardes de domingo eram só alegria e emoção
O RAI x FRAN agitava a cidade
Pra ver e aplaudir o Pantera e o Leão

Veterano, América e Flamengo
Fluminense, Norte, 
Naútico e São Cristovão
Também brilhavam no futebol mocorongo
Inspirando amor e paixão

Beleza Preta, Jeremias, Cabecinha, Manoel Maria
Mindó, Cessebuta, Afonso e Balão
Com as suas geniais jogadas o torcedor sorria
Ídolos da galera sempre serão.

Frente de esquerda lança plano de governo para virar alternativa ao PT

Líder do MTST, Guilherme Boulos, e ex-presidente Lula na ocupação Povo Sem Medo 
Boulos e Lula
Após quatro meses de debate, a Frente Povo Sem Medo concluiu as diretrizes para o programa de governo do Vamos, movimento que nasce da busca de uma alternativa ao PT. Inspirado no Podemos espanhol, o Vamos tem como seus idealizadores o coordenador do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) Guilherme Boulos, possível candidato à Presidência pelo PSOL.

A elaboração do documento de 20 páginas contou com a participação de petistas como o ex-ministro Tarso Genro.

Em junho, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva soube pela imprensa que dirigentes do PSOL e do PT haviam se reunido para discutir o futuro da esquerda, mobilização que, para alguns participantes, significa a construção de uma corrente política "para além de Lula".

Batizado de "Sem Medo de Mudar o Brasil! Vamos", o programa traz propostas polêmicas, como a extinção do Senado, a reversão de privatizações e a legalização progressiva das drogas. "Defesa do Parlamento unicameral como forma de reduzir a influência das oligarquias regionais na política", diz o texto, para justificar a proposta de extinguir o Senado.

O documento prevê ainda a redução dos salários de congressistas e a possibilidade de perda de mandato em referendo popular. Fruto de 55 debates presenciais em 24 cidades e de 134 mil acessos on-line, o documento propõe ainda a reforma tributária, com taxação de grandes fortunas, e a instituição do veto popular a medidas do Legislativo, bem como o fim do mandato vitalício dos ministros do STF.

Boulos diz que o documento traduz a consolidação das 1.500 propostas apresentadas. "É um programa que coloca o dedo na ferida, com enfrentamento ao sistema financeiro e aos bancos."

O documento foi apresentado no dia 25, no Recife. A Frente Povo Sem Medo, que se projetou em atos contra o impeachment de Dilma Rousseff, a partir de 2015, é integrada pelo MTST, PSOL, PT, PCB, UNE, CUT, Intersindical, e outros.

O Sérgio tá certo?

Quem comenta é Sérgio Lemos, bairro Canudos/Belém:
"Corrupção, muita roubalheira até de verbas para merenda escolar têm sido descobertas em muitas prefeituras e escolas. O dinheiro para esse fim deveria ser utilizado para aumentar o salário dos professores. Escola não deve ser restaurante, pois as pessoas carentes já recebem bolsas disso e daquilo para que não passem fome. Mas, se não for possível deixar de fornecer merenda, pelo menos que seja obedecida uma regrinha: só ganha o rango quem tirar boas notas e não faltar às aulas.

É preciso acabar mesmo com essa prática do estudante ir à escola apenas para encher o bucho ao invés de dedicar-se aos estudos. Na minha época de estudante de escola pública, eu era pobre, muito pobre, mesmo. Às vezes, ou melhor, raríssimas vezes, eu levava no bolso da farda um pedaço de pão com goiabada ou sem nada dentro, para comer na hora do recreio. Mesmo com muitas dificuldades, eu sempre tirava ótimas notas e somente em caso de doença eu deixava de assistir as aulas". 

Clonando Pensamento

"É difícil desenvolver a compreensão desse Brasil, tão inculto, tão controvertido, tão amalucado. Esse Brasil exultante com as ações contra a corrupção e indiferente à ocupação de sua Presidência por uma declarada quadrilha de corruptos. O Brasil é você. O Brasil somos nós." (Janio de Freitas, jornalista)


Exército destitui general que criticou governo Temer

general
O Exército comunicou ontem (9) ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, a destituição do general Antonio Hamilton Mourão (foto) do cargo de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército depois que ele afirmou que o presidente Michel Temer faz do governo um “balcão de negócios” para se manter no poder.

Mourão vai ficar sem função à espera do tempo de ir para reserva, em março de 2018. Para o lugar dele, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, indicou o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira.

Em palestra a convite do grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), no Clube do Exército, em Brasília, na quinta-feira, o general Mourão elogiou a pré-candidatura presidencial do deputado e capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Também voltou a fazer uma defesa da intervenção militar como solução para a crise política no Brasil.

“Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa Sarneyzação (em referência ao ex-presidente José Sarney). O nosso atual presidente vai aos trancos e barrancos buscando se equilibrar e mediante o balcão de negócios chegar ao final de seu mandato”, disse o general.

Em setembro, Mourão falou três vezes na intervenção militar enquanto proferia uma palestra na Loja Maçônica Grande Oriente, também em Brasília: “Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”. Apesar da repercussão negativa, o ministro da Defesa e o comandante do Exército acertaram que não haveria punição ao oficial. No governo Dilma Rousseff, ele fez críticas à então presidente e perdeu o comando direto sobre tropas do Sul, passando a ocupar o cargo atual de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército, de ordem administrativa.

O militar foi questionado sobre o que e o alto generalato pensavam sobre a pré-candidatura do deputado Bolsonaro. Mourão respondeu em sinal de apoio ao parlamentar, que saiu em sua defesa quando ele proferiu a palestra em setembro e escapou de punição.

“O deputado Bolsonaro já é um homem testado, é um político com 30 anos de estrada, conhece a política. E é um homem que não tem telhado de vidro, não esteve metido aí nessas falcatruas e confusões. Agora, é uma realidade, já conversamos a esse respeito, ele tem uma posição muito boa nessas primeiras pesquisas que estão sendo feitas, ele terá que se cercar de uma equipe competente, ele terá que atacar esses problemas todos, não pode fazer as coisas de orelhada, e obviamente, nós seus companheiros dentro das Forças olharmos com muito bons olhos a candidatura”, declarou.

Editorial - Folha de SP: Reprovação geral

Nunca foi tão alta, segundo levantamento do Datafolha, a reprovação dos brasileiros ao desempenho do Congresso Nacional. Chega a 60% o índice dos entrevistados que consideram ruim ou péssima a atual legislatura. Supera-se, dessa maneira, o recorde negativo de 56% atingido em setembro de 1993, no auge da crise inflacionária e em pleno escândalo dos anões do Orçamento.

Com evidências graves de recebimento de propinas em troca de obras em redutos eleitorais, aquele episódio vai caindo no esquecimento -e empalidece diante das revelações da Lava Jato.

Crise tão aguda de representatividade política como a atual não tem, como se sabe, perspectiva de rápida solução. Com suas conhecidas distorções, o sistema eleitoral em vigor distancia o eleitorado dos candidatos a cargos proporcionais, que se oferecem aos milhares em cada pleito.

Não é incomum que grande número de eleitores se esqueça do candidato a deputado em quem votou -sendo até certo ponto ilusória a impressão de que, a cada pleito, "renova-se" a composição parlamentar face ao desprestígio dos que vão deixando o cargo.

A chamada "renovação" significa pouco num sistema em que ex-prefeitos e ex-deputados, secretários municipais ou estaduais trocam frequentemente de posto, sem que a obtenção de votos deixe de passar pelos clássicos caminhos da influência oligárquica, do poder econômico, do agenciamento de favores cartoriais.

Vícios que se originam, por sua vez, nas tradicionais carências de cultura política e informação que ainda se verificam no eleitorado.

Talvez se possa dizer, sem exagerado otimismo, que o quadro começa a mudar. Vastas e espontâneas manifestações de rua surgiram em junho de 2013 -  e, ainda que seu ímpeto tenha arrefecido, não é razoável acreditar que tenham sido esquecidas.

Ampliam-se, ademais, iniciativas da sociedade que buscam esmiuçar a atuação dos congressistas e difundir informações referentes ao exercício dos mandatos. É bem-vindo que uma opinião pública de atenções tradicionalmente concentradas no Executivo se inteire dos detalhes da vida parlamentar.

O processo será longo, por certo; o desprestígio dos políticos não se confunde, ainda que o alimente, com o da democracia - e, fora desta, nenhuma solução prospera.

EDitorial - Estadão: A responsabilidade é de todos

É notório que alguns grupos produzem abundante desinformação sobre a reforma da Previdência. Desinibidos, eles difundem acintosas mentiras, como a de que o sistema previdenciário não é deficitário ou de que a proposta do governo federal contempla uma idade mínima tão elevada que impediria os trabalhadores de se aposentarem. Sem qualquer compromisso com a realidade, o objetivo dessa turma, pequena, mas que faz intenso barulho, é simplesmente disseminar o terror, dizendo mentirosamente que, uma vez aprovada a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016, as pessoas morrerão trabalhando.

São também notórias as deficiências de comunicação do governo federal, tantas vezes inábil para informar de forma clara, simples e diligente sobre a PEC 287/2016. Ou seja, esta batalha está fortemente desequilibrada. Vicejam as inverdades e escasseiam os esclarecimentos. Tem-se, assim, o perigo real de que o Congresso aprecie com pressupostos equivocados uma medida tão importante como é a reforma da Previdência.

Diante desse cenário, adquire especial relevância a responsabilidade da população, seja para não se tornar refém da mentira, seja para não dificultar ainda mais a prevalência do interesse público. Não é uma questão de transferir uma responsabilidade do governo para os ombros dos cidadãos, como se, além dos muitos desafios e labutas que lhes cabem, ainda precisassem assumir tarefas que prioritariamente são dos políticos. Convenhamos que a reforma da Previdência não é responsabilidade de determinado governo ou partido. Assegurar um sistema previdenciário minimamente justo e sustentável é tarefa de todos.

Quando o cidadão comum permite-se ficar alheio ao debate – quando não se informa a respeito do que ocorre com a Previdência, sem atinar para as consequências das atuais regras –, ocorre um fenômeno desastroso para ele próprio, para sua família e para a democracia. O espaço público fica dominado por algumas poucas vozes, justamente as daqueles grupos que, sem compromisso com a realidade e o bem do País, estão interessados em manter sua privilegiada situação.

Em tempos de redes sociais, não é preciso muito esforço, nem sequer má-fé, para difundir desinformação. Basta não estar devidamente informado, mas disposto a retransmitir postagens e mensagens que, às vezes, não têm qualquer respaldo nos fatos. É o desafio dos tempos atuais. Um comportamento privado aparentemente inofensivo, quando repetido por milhares de pessoas – às vezes, centenas de milhares de pessoas –, ganha proporções e efeitos deletérios para toda a sociedade. Sem que nada de especial aconteça, pode-se, por exemplo, inviabilizar a reforma da Previdência, simplesmente pela difusão “ingênua” de algumas inverdades.

Não é de hoje que a população se preocupa com a atuação dos políticos. Por variados motivos – entre eles, a facilidade de acesso à informação proporcionada pela tecnologia –, cresceu a consciência de que é preciso estar de olho nos representantes eleitos. Atualmente é consenso que o exercício responsável dos direitos políticos vai muito além da participação nas eleições. Da mesma maneira, é preciso dar-se conta da responsabilidade direta da população sobre as grandes questões de uma sociedade. Ignorar caso tão grave e de consequências tão sérias quanto o da Previdência, como se fosse um assunto que só interessa aos políticos, é uma demonstração de irresponsabilidade. Afinal, o futuro do País é do interesse de todos, e não apenas de Brasília.

Só faltaria que uma reforma da Previdência, tão decisiva para as novas gerações, isto é, tão importante para a maioria da população, tenha seu andamento no Congresso dificultado pela equivocada ideia de que se trata de uma medida impopular, como se a proposta fosse contrária aos interesses da população. Cabe a todos, políticos ou não, conhecer, dentro de suas possibilidades, o que está em discussão quando se fala em reforma da Previdência – qual é a situação real, qual é a proposta concreta analisada pelo Congresso e quais são as consequências de deixar tudo como está.

É necessário acompanhar e cobrar uma atitude positiva dos políticos. Para que o Congresso seja mais responsável, a participação da população é decisiva. Quando ela se omite, fica aberto o caminho para os inescrupulosos.

Leitorado

De Marluce Medeiros, bairro Batista Campos/Belém.
"Outro dia, conversando com um amigo do tipo "metido a besta", ouvi dele esta afirmação: ´no meu blog e na minha página no face, não incluo besterinhas, tais como: mandar abraços pros amigos, retratinhos de eventos familiares e de viagens, enfim, essas coisinhas bregas`. Respondi: ´é brega, mas demonstra que as pessoas normais, têm sentimentos e coração para dar e receber amor`. O cara ficou ca-la-di-nho."

sábado, 9 de dezembro de 2017

Inspeção veicular será obrigatória no país até o fim de 2019.

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou sexta-feira (8) as regras do programa de inspeção técnica veicular. De acordo com a resolução 716, os órgãos de trânsito dos estados e do Distrito Federal terão até 31 de dezembro de 2019 para implantar o programa em suas áreas de atuação.

A regulamentação determina que a inspeção deverá ser realizada a cada dois anos em todos os veículos, conforme cronograma que será estabelecido por cada Departamento de Trânsito (Detran) estadual. O valor da taxa de inspeção será definida por cada Detran e deve ser a mesma em todos as cidades do estado ou Distrito Federal.

Segundo o Contran, a inspeção veicular será pré-requisito para o licenciamento anual. Ou seja, carros que não fizerem a inspeção não poderão ser licenciados e, dessa forma, ficarão em situação irregular.

Veículos de transporte escolar e de passageiros deverão fazer a inspeção a cada seis meses. O prazo será de doze meses para os veículos de transporte internacional de cargas ou de passageiros.

Já os carros zero-quilômetro com capacidade para até sete passageiros e que não tenham sofrido acidentes graves poderão fazer a primeira inspeção três anos após o emplacamento.

A resolução prevê que a inspeção veicular poderá ser feita pelos órgãos executivos de trânsito, ou através de empresa credenciada, como acontecia na cidade de São Paulo.

Segundo o Contran, serão reprovados no primeiro ano de operação da inspeção os veículos que apresentarem defeitos muito graves (DMG); defeito grave (DG) no sistema de freios, pneus, rodas ou nos equipamentos obrigatórios ou utilizando equipamentos proibidos; ou quando reprovado na inspeção de controle de emissão de gases poluentes e ruído.

No segundo ano de operação, veículos com defeito grave no sistema de direção serão reprovados. Em caso de reprovação, a primeira reinspeção será isenta de taxas.

PT pode ser extinto após denúncia de Palocci de que Kadafi financiou Lula

 
Uma revelação-bomba do ex-ministro Antonio Palocci,em depoimento sob acordo de delação premiada, pode levar à extinção do Partido dos Trabalhadores (PT). Segundo ele, o ex-presidente Lula recebeu 1 milhão de dólares em 2002 do então ditador da Líbia, Muamar Kadafi, para sua campanha eleitoral, na época em que o petista era candidato. O dinheiro líbio, sujo de sangue, também financiou grupos terroristas e movimentos políticos em vários cantos do planeta. A informação é da revista Veja, na edição desta sexta-feira (8).

A denúncia de Palocci pode culminar com o fim de Lula e do PT. De acordo com a Lei dos Partidos Políticos, o Tribunal Superior Eleitoral pode determinar o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira. Em visita à Líbia, o então presidente Lula se referiu ao tirano como "meu amigo, meu irmão, meu ídolo".

Uma foto (vide acima) registrada em 2009, no encontro da Cúpula América do Sul-África, Lula e Kadafi se cumprimentam como dois amigos, com um aperto de mão informal. A reunião aconteceu na Venezuela. Dois anos depois, Kadafi acabou deposto, capturado e executado. Ele comandava a Líbia desde 1969, após um golpe liderado por ele, coronel do Exército. Para quem contrariasse o regime de Kadafi, as penas iam de punições coletivas à prisão perpétua, tortura e morte. No poder, censurou a imprensa, reprimiu adversários e impôs leis.

Bolsnaro denunciou o caso
Há alguns anos, em 2011, o deputado Jair Bolsonaro denunciou na tribuna viagem de Lula à Líbia para "buscar dinheiro para o PT". Um vídeo da ocasião mostra o deputado lendo o depoimento de Mário Marcos Terena registrado em ata da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, de abril de 2008. Na época, a denúncia de Bolsonaro não foi levada a sério.

“Lula precisou fazer uma viagem para buscar dinheiro para o PT lá na Líbia. E eu fui escalado para viajar com o Lula”, diz Terena em um trecho. “Eu fui com o Lula falar com um homem chamado coronel Muamar Kadafi...”, continuou.

Palocci foi condenado a 12 anos por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A delação premiada é negociada há sete meses. Ele promete contar detalhes dos crimes no qual participou em troca de redução de pena. A proposta de delação de Palocci foi entregue ao Ministério Público.

Desfiliação
Em setembro deste ano, após um ano preso, Palocci desfiliou-se do PT. Em carta, ele assumiu seus erros e acusou Lula de ‘sucumbir ao pior da política’. Segundo ele, ‘corrupção, desvios, disfunções são apenas detalhes’

"Até quando vamos fingir acreditar na autoproclamação do 'homem mais honesto do país' enquanto os presentes, os sítios, os apartamentos e até o prédio do instituto são atribuídos a dona Marisa?", disse, em referência à mulher de Lula, Marisa Letícia, que morreu no início do ano.