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terça-feira, 6 de junho de 2017

Decisão do TSE é muito importante, mas só uma etapa no vale de lágrimas

Por Eliane Cantanhêde - Estadão
SETE VOTOS, UM DESTINO
Se não o Brasil, pelo menos a capital da República e os Três Poderes estão paralisados, à espera do desfecho do julgamento da chapa Dilma-Temer no TSE. A gente sabe como o julgamento começa, mas não como termina. E Temer foi dormir presidente, mas não sabe até quando acorda presidente. Uma situação desesperadora.

Elementos para a condenação há. Elementos para a absolvição também há. Mas, com o ambiente nacional tão conturbado, o custo-benefício político terá peso significativo. Há quem aposte que os dois novos ministros serão a favor de Temer e que um ou outro ministro estará preparado para as duas possibilidades, como Luiz Fux, o penúltimo a votar. Se for só mais um voto numa questão já decidida, tenderá à condenação. Se for voto decisivo, para um lado ou outro, poderá optar pela absolvição, em nome de não estilhaçar o País.

Todas as atenções se concentraram nesta terça-feira, mas hoje é apenas o começo, com um ritual previsível e pouca margem para surpresas: a sessão será a partir das 19h, após o expediente da Esplanada dos Ministérios, com a leitura do parecer do relator Herman Benjamin, que promete levar horas. Assim que terminada, o presidente Gilmar Mendes convoca a sessão seguinte, amanhã pela manhã. Ou seja, tudo o que teremos hoje à noite é a leitura do parecer, sem votação nem pedido de vista.

Se há uma coisa líquida e certa é que o parecer de Benjamin será a favor da cassação da chapa, arrastando Temer para a mesma situação de Dilma, a de ex-presidente, um sem-mandato. Antes das delações da JBS, a previsão era favorável a Temer, por 6 a 1 ou 5 a 2. Depois, o placar se inverteu. Na hora H, há muitos “chutes”, nenhuma certeza e a forte expectativa de um pedido de vista que adie a decisão final, sabe-se lá para quando.

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