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quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Chico é artista, não machista

Por Marcelo Rubens Paiva - Estadão 
 Chico Buarque agora é acusado de ser machista pelo verso da nova música, Tua Cantiga:
Quando teu coração suplicar
Ou quando teu capricho exigir
Largo mulher e filhos
E de joelhos
Vou te seguir
O artista também autor de ficção retrata o amor de um amante por uma mulher casada. Também casado, espera sua amada se separar, para estar com ela para sempre. Escuta queixas e consola.

O artista não defende que casamentos devem ser abandonados se uma paixão secreta se separa.
Nem a união sem amor pleno.

Conta a história secreta de um cara, PERSONAGEM, que ama a amante, que para sua infelicidade é casada, mais do que tudo, e a espera, torce, implora pala ela se separar. Retrata um personagem. Podemos gostar dele ou não. Podemos justificar seu crime, como em Crime e Castigo (Dostoievski). Afinal, é injusto com a esposa estar com ela e amar outra.
Mais aqui >Chico é artista, não machista
 
Chico Buarque, o amor e a saudade da Amélia: onde está o machismo?
Por Thaís Nicoleti - Folha de SP
De uns tempos para cá, talvez em razão desse bate-papo de milhares de vozes que são as redes sociais, quase tudo é alvo de algum tipo de crítica. E, num ambiente de muito alarido, muitas vezes vence quem fala mais alto – ou quem é mais radical.
Recentemente, o nosso Chico Buarque, que sempre cantou tão bem o amor e os amantes, foi alvo de uma injustiça. Sua nova canção, intitulada “Tua cantiga”, foi tachada de machista. A estrofe que deflagrou a polêmica foi esta:
Quando teu coração suplicar, Ou quando teu capricho exigir, Largo mulher e filhos E de joelhos Vou te seguir
Depreende-se da letra que o eu lírico (a voz que fala no poema) é um homem casado que se apaixona por outra mulher e se diz capaz de deixar o casamento para segui-la, caso ela assim o deseje. Trata-se de uma declaração de amor, como, de resto, o são as outras estrofes, em que fala de saudade, oferece proteção, sugere delicadamente a sensualidade da mulher, expressa desejo de fazer carinhos, sente ciúme etc.
Quando te der saudade de mim
Quando tua garganta apertar
Basta dar um suspiro
Que eu vou ligeiro
Te consolar

Se o teu vigia se alvoroçar
E, estrada afora, te conduzir
Basta soprar meu nome
Com teu perfume
Pra me atrair

Se as tuas noites não têm mais fim
Se um desalmado te faz chorar
Deixa cair um lenço
Que eu te alcanço
Em qualquer lugar

Quando teu coração suplicar
Ou quando teu capricho exigir
Largo mulher e filhos
E de joelhos
Vou te seguir

Na nossa casa
Serás rainha
Serás cruel, talvez
Vais fazer manha
Me aperrear
E eu, sempre mais feliz

Silentemente
Vou te deitar
Na cama que arrumei
Pisando em plumas
Toda manhã
Eu te despertarei

Quando te der saudade de mim
Quando tua garganta apertar
Basta dar um suspiro
Que eu vou ligeiro
Te consolar

Se o teu vigia se alvoroçar
E, estrada afora, te conduzir
Basta soprar meu nome
Com teu perfume
Pra me atrair

Entre suspiros
Pode outro nome
Dos lábios te escapar
Terei ciúme
Até de mim
No espelho, a te abraçar

Mas teu amante
Sempre serei
Mais do que hoje sou
Ou estas rimas
Não escrevi
Nem ninguém nunca amou

Se as tuas noites não têm mais fim
Se um desalmado te faz chorar
Deixa cair um lenço
Que eu te alcanço
Em qualquer lugar

E quando o nosso tempo passar
Quando eu não estiver mais aqui
Lembra-te, minha nega
Desta cantiga
Que fiz pra ti.

O eleitor e a política

Editorial - Estadão
Alguns dos principais envolvidos no debate nacional sobre a reforma política – entre eles o relator da proposta em tramitação na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP); o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ); e o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes – reuniram-se no Fórum Estadão, segunda-feira passada, para expor suas opiniões a respeito do tema. Dentre os muitos aspectos importantes ressaltados ao longo do evento, três temas dominaram as preocupações dos debatedores: financiamento de campanhas, modelo eleitoral e sistema de governo. Em todos os casos, ficou claro que há muitas ideias, mas pouco consenso – salvo o de que o atual sistema político precisa mudar.

Destaque-se, de início, a franqueza do deputado Vicente Cândido, segundo quem “a única coisa que unifica o Congresso é a vontade de se reeleger”. Ou seja, dificilmente alguma das mudanças discutidas no atual Congresso, a julgar pelo que diz o parlamentar petista, levará em conta os prazos mais longos – necessários para o amadurecimento de qualquer modelo de eleição e representação que se queira adotar. O resultado da reforma política, tal como está sendo conduzida neste momento, será mais um arremedo do que uma solução.

Para Vicente Cândido, porém, isso não é importante, pois os eleitores querem que o Congresso resolva os problemas imediatos do País, e certamente os parlamentares, de olho nas urnas em 2018, estão cientes disso. “Não vai ser distritão, distritinho ou distrital puro que vai salvar o Congresso. Ou o Congresso se debruça sobre uma pauta da vida real das pessoas ou não serão esses modelos que salvarão esse Congresso”, disse o deputado petista, referindo-se às diversas propostas para o sistema eleitoral.

De fato, a reforma política é hoje, infelizmente, um dos temas mais confusos da agenda nacional, especialmente em razão da criatividade dos parlamentares que a discutem, e também graças às intervenções muitas vezes desastradas do Judiciário no processo eleitoral, como admitiu o próprio presidente do TSE no encontro.

Por esse motivo, é provável que as mudanças a serem aprovadas sirvam tão somente para satisfazer necessidades políticas e financeiras imediatas dos atuais partidos e de seus candidatos na eleição do ano que vem, em detrimento do que realmente importa para o País. Mais uma vez, corre-se o risco de perder a oportunidade de discutir o estabelecimento de um modelo estável, que resgate o sentido de representação política dos eleitores, que reaproxime candidatos e cidadãos e que faça dos partidos sólidos porta-vozes de interesses ideológicos e políticos claramente reconhecíveis.

Como ficou claro no Fórum Estadão, a premência maior hoje, do ponto de vista dos políticos e dos partidos, é como obter recursos para bancar a campanha do ano que vem. Vários dos debatedores presentes concordaram que muito dificilmente o fundo de financiamento em discussão na Câmara prosperará, porque “o povo vai ser contra”, como disse o petista Vicente Cândido. Os senadores Ricardo Ferraço (PSDB-ES) e Lelo Coimbra (PMDB-ES) concordaram com o colega. O ministro Gilmar Mendes resumiu o problema sobre o “custeio da democracia” ao sugerir que, num eventual plebiscito sobre o tema, o eleitor rejeitaria tanto o fundo público como a volta do financiamento empresarial. “Então, como fica?”, perguntou o presidente do TSE.

Em face das previsíveis dificuldades para obter recursos públicos para as eleições – não apenas porque se trata de uma óbvia distorção da democracia, mas especialmente em razão da grave escassez de recursos do Estado –, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que “a maioria dos políticos entenderá que vivemos uma outra realidade”. Segundo declarou no Fórum Estadão, “ninguém aguenta mais o gigantismo do Estado, que só tira recursos da sociedade”. Que alguns parlamentares tenham chegado a essa conclusão já é um grande avanço. Falta dar um passo além, aprovando uma reforma capaz de estimular o eleitor a abandonar a apatia e participar mais ativamente da política.

Senador paraense é convidado para presidir PSDB nacional

A pressão dos tucanos para que o Tasso Jereissati deixe a presidência interino do PSDB aumenta cada vez mais. Aécio Neves convidou os governadores de Goiás, Marconi Perillo e de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja, para assumirem o posto. Azambuja pretende tentar sua reeleição e Marconi não quer o posto. Então, o mineiro resolveu conversar e fazer o mesmo convite para o senador Flexa Ribeiro (PA) e para o deputado Giuseppe Vecci (GO). Aécio ainda está arredio na ideia de oferecer a presidência do partido, mesmo que interinamente, à Geraldo Alckmin.

O paraiso secreto de Neymar

Neymar na última vez que esteve na vila, em clique da revista francesa “VSD
Quem ainda festeja a contratação de Neymar pelo Paris Saint-Germain é o grupo de investidores que é dono da Villa Octopussy, uma mansão cinematográfica localizada às margens da Baía de Canoubiers, cerca de 5 minutos de Saint-Tropez, no sul da França. Desde que se mudou para a Europa é pra lá que o jogador costumar fugir nos fins de semana de folga, quando não tem treinos ou jogos programados, não raramente acompanhado dos amigos de infância mais chegados e cujos custos de viagem são inteiramente bancados pelo anfitrião.

Como agora trocou Barcelona por Paris, os donos da vila acreditam que ele vai bater ponto no local com mais frequência e, de quebra, atrair outros inquilinos abonados. A propriedade, é claro, dispõe de todos os atributos que saltam aos olhos de superastros do esporte como o brasileiro: além de suas nove suítes e duas piscinas, possui porto e heliponto privativos, já que o acesso se dá somente por mar ou ar, e decoração à la James Bond (daí o nome da vila, uma homenagem a “007 Contra Octopussy”, de 1983). O preço por tudo isso? Em torno de € 50 mil (R$ 185 mil) por dia, sem contar os impostos, com tudo acertado antes do check-in.

Na última vez que esteve no recanto particular, há cerca de duas semanas, Neymar até alugou um iate para passear com amigos, o Ginevra, de 35 metros e capacidade para oito pessoas. É bom lembrar que o iate dele – um Azimut 78 avaliado em R$ 15 milhões – foi confiscado pelas autoridades do Brasil no ano passado por causa de um processo no qual o craque é acusado de sonegar impostos no país.

"Galeria de Amigos": MILTON RÊGO CORRÊA

Meu amigo Miltinho, como é carinhosamente chamado, jornalista competente, temperamento dócil, sempre cordial e sorridente, é do tipo boa-praça.

Prognostico indigesto

Um viciado no Jogo do Bicho, chegou na banca instalada ao lado da Garapeira Ypiranga, em Santarém, e antes de fazer a sua "fézinha", perguntou ao amigo que saboreava um caldo de cana: "Mano, o que será que vai dar hoje? Passei a noite inteira sonhando que eu estava comendo um tucunaré estragado, ruim mesmo." - "Sonhos como este, indicam que vai dar azia e caganeira, com certeza". Foi a resposta.

Arrependimento

Em Brasília é fartamente exibido um adesivo com os dizeres: "Eu sou culpado! Votei na chapa Dilma/Temer!"

Desunião dá nisso...

Não sou analista político, estou mais para ouvidor das vozes das ruas e, como tal, arrisco um palpite: nas eleições do próximo ano, com essa enxurrada de nomes "da terra", na maioria os de sempre, que estão sendo anunciados como pré-candidatos, Santarém novamente não elegerá nenhum deputado estadual e, na Câmara Federal ficará orfã. Como diria o saudoso humorista Golias: "É bonito isso?

Roupa suja

Em um programa de rádio, em Belém, uma bela servidora pública que havia sido acusada por suas colegas, de ser protegida por seus chefes no órgão onde atua, desabafou: "Eu sempre venci na vida com o meu talento, com o meu trabalho dedicado e eficiente, sem precisar puxar o saco ou abrir a perna para quem quer que seja, como elas (as acusadoras) fazem". Valeu, garota!

Indelicadeza oficial

É dificílimo manter um contato telefônico com alguns integrantes dos governos do Zenaldo Coutinho, prefeito de Belém e do Nélio Aguiar, de Santarém. E, muito mais, do governo Jatene. Quem tenta, ouve do outro lado da linha "sua chamada está sendo encaminhada para a caixa de mensagens". São incapazes, até mesmo por uma questão de educação, de retornarem a ligação para saberem do que se trata o assunto, muitas vezes de interesse da própria administração municipal e estadual. Preferem, com isso, demonstrar que são "importantes", sem levar em consideração que ocupam cargos em caráter transitório, tipo nuvem passageira.

Façam o possível, senhores secretários, para estar sempre disponíveis para receber ou ouvir as pessoas, de qualquer nível social. Procurem auxiliá-las nas suas reivindicações, e nunca considerem isso um risco à sua autoridade ou ao seu suposto prestígio. Gentileza, amigos, não é artigo de luxo, mas sim, de primeira necessidade.

Raivinha besta

Me disseram que um vereador da Câmara de Santarém não gosta de mim, não suporta o meu blog, porque nunca mencionei o nome dele ou algo sobre o trabalho que desenvolve junto à comunidade.
Excelência, oriente a sua assessoria no sentido de enviar-me notícias sobre o seu desempenho no parlamento e, se eu julgar que vale a pena, irei divulgá-las, com prazer. Quanto ao fato de gostar ou não gostar de mim e do que faço, é problema seu, não meu. Copiou?

Reprise de falsa moralidade

O PSOL (do Edmilson Rodrigues) considera-se ser o paladino da ética e da moral na política brasileira. Só presta quem está nele, o resto é corrupto, é safado, não vale nada. Este filme já vimos antes - o velho PT.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Que beleza de burrice radiofônica

Em Belém, um apresentador de um programa de rádio abre espaço para um repórter policial e este informa que "na Delegacia do Guamá foram apreendidas várias armas que estavam em poder de perigosos bandidos." - O apresentador indaga: "São só armas de fogo ou há também armas brancas?" Resposta do informante: "Me desculpe, companheiro, mas infelizmente eu não cheguei a ver as cores das armas".

Gripes de Zé Simão

"Mudei de gripe! Antes estava com a Gripe Temer: chata, não vai embora e ataca a garganta! Gripe Vampirão! Agora peguei a gripe Lula: quando volta é pior!"

Absurdo! Professora denuncia agressão física por aluno de 15 anos

Professora denuncia agressão por aluno de 15 anos em SC
A professora Marcia Friggi usou o Facebook para denunciar ter sido agredida com socos por um aluno de 15 anos na escola onde leciona no município de Indaial, em Santa Catarina, nesta segunda-feira, 21. Conforme o relato, a educadora pediu que o adolescente colocasse o livro utilizado na aula sobre a mesa. Com a negativa do rapaz e uma agressão verbal como resposta, Marcia pediu que ele se retirasse da sala. A agressão física teria ocorrido minutos depois, quando os dois foram até a sala da direção.

Segundo a professora, o estudante negou tê-la ofendido e, ao ser interpelado, começou a agredi-la com fortes socos. Marcia publicou fotos que mostram um corte aberto em uma das sobrancelhas, um olho inchado por um hematoma e sangramento no nariz.

Na publicação, a profissional também desabafa sobre agressões verbais anteriores e reclama do desamparo dos governos em relação à profissão. "Estou dilacerada por saber que não sou a única, talvez não seja a última. Estou dilacerada por já ter sofrido agressão verbal, por ver meus colegas sofrerem. Porque me sinto em desamparo, como estão desamparados todos os professores brasileiros. Estamos, há anos, sendo colocados em condição de desamparo pelos governos", afirmou.

Corrupção e violência de mãos dadas

Por Eliane Cantanhêde - Estadão
O mundo chora os 15 mortos do terrorismo em Barcelona, mas quem vai chorar os nossos 28 mil mortos pela violência descontrolada no primeiro semestre no Brasil? São, nada mais, nada menos, 155 assassinatos por dia! Algo como seis por hora! E podem chegar a 60 mil até o fim do ano!

Os alvos dos ataques monstruosos do Estado Islâmico são homens, mulheres e crianças de variadas nacionalidades, para potencializar o horror, a divulgação mundo afora e o pânico. Os alvos no Brasil são pobres, ricos, de capitais, do interior, tanto faz. Qualquer um de nós (ou dos nossos filhos) pode ser a próxima vítima.

O Estado se mostra incapaz, a cidadania parece entorpecida, a onda de violência não respeita nenhum limite, alastra-se pelo País inteiro e o Rio de Janeiro continua lindo, mas virou o mais dramático e triste exemplo do ponto a que chegamos, produzindo diariamente manchetes e vídeos aterradores. A vida não tem mais valor nenhum.

Crianças morrem com tiro na cabeça dentro de escolas ou na sala dos pais. Turistas estrangeiros são assassinados porque entram na “comunidade” errada. Não se pode andar na rua, nem de bicicleta, nem de carro, nem de ônibus, nem de metrô. A pessoa sai para trabalhar sem saber se volta. Mas também quase não se pode mais ficar em casa. Os tiros atingem todos os lugares.

Quem é pago para controlar a onda corre dois riscos. Ou é engolido pelo “sistema” e/ou pela constatação de que essa é uma guerra perdida e não há o que fazer. Ou morre às dezenas, deixando viúvas e filhos pequenos. Só neste ano são quase cem policiais assassinados no Rio. Rezemos para já não serem cem quando esta coluna for publicada.

Assim, temos um País onde a grande maioria está espremida entre dois extremos. Na cúpula, governantes, gerentes de estatais, doleiros e “operadores” desviam bilhões da saúde, da educação, da moradia, da infraestrutura – e do futuro. Na base, quadrilhas sem lei e sem horizonte agem à luz do dia, armadas até os dentes, sem pensar duas vezes para apertar o gatilho.

O desemprego e a desesperança completam esse quadro, mas quem se refugia no Primeiro Mundo não são os da cúpula nem os da base do crime. São, por exemplo, os melhores estudantes, os profissionais mais promissores, os que mais têm a contribuir com o Brasil, afinal empurrados para contribuir com a ciência, a tecnologia e o desenvolvimento justamente dos países que já são campeões em tudo isso.

A reforma política se encaixa perfeitamente aí. Não um distritão feito às pressas, não um fundo eleitoral de R$ 3,6 bilhões em meio à crise fiscal, não um quebra-galho para a eleição seguinte. Uma reforma política para valer, com novas regras, novos filtros, mais debate sobre o País, mais compromisso com a realidade e menos com cores e efeitos especiais.

O passo seguinte à Lava Jato, que expõe o mundo da corrupção e aponta os maiores culpados, tem de ser a atualização das regras políticas, partidárias e eleitorais. É essencial começar a mudar o País pelas cúpulas, para que elas realmente assumam a responsabilidade pelo que acontece nas bases. Sem mudar por cima, os brasileiros vão continuar matando e morrendo por baixo.

A capacidade do TSE

Editorial - Estadão
Acertadamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu, em setembro de 2015, a doação de pessoas jurídicas a partidos e campanhas políticas, por reconhecer que esse tipo de financiamento desrespeita a Constituição de 1988. As empresas não têm direitos políticos e, portanto, não lhes cabe interferir no processo eleitoral por meio de doações aos partidos. Além disso, esses repasses de dinheiro às campanhas envolviam interesses no mínimo pouco compatíveis com a isenção que o poder público deve manifestar em todas as esferas de sua atuação.

Como já era previsível, o STF, ao definir que estava encerrada a principal fonte de receita até então dos partidos, afetou fortemente o financiamento das campanhas eleitorais e até hoje alguns políticos tentam fazer o Estado assumir essa conta, com o aumento da destinação de recursos públicos aos partidos. Logicamente, é preciso rejeitar esse tipo de manobra, que também fere a Constituição. Os partidos são entidades privadas e devem ser sustentados por contribuições voluntárias dos eleitores. É a população, no exercício de sua liberdade política, quem deve escolher quais ideias e projetos políticos deseja sustentar. Quando se transfere essa decisão ao Estado, além de afastar ainda mais a sociedade da política, ocorre uma violação da liberdade política individual.

É necessário, portanto, preservar o sentido da decisão do STF que, além de outros benefícios para a moralidade pública, devolve ao cidadão o seu protagonismo no processo eleitoral. Logicamente, com o reconhecimento da inconstitucionalidade do financiamento da política por empresas, ganham enorme importância as doações de pessoas físicas aos partidos políticos. Na verdade, elas voltam a ter a relevância que sempre deveriam ter tido, como elemento inarredável da liberdade política.

Sendo assim, chama a atenção a frágil estrutura da Justiça Eleitoral para fiscalizar as contas dos partidos, sejam as das campanhas eleitorais, sejam as que as organizações partidárias são obrigadas a apresentar anualmente. Conforme reportagem do Estado, a Justiça Eleitoral tem apenas 148 servidores escalados para fiscalizar os dados dos partidos, que, só em 2017, receberam R$ 819 milhões do contribuinte.

Os Tribunais Regionais Eleitorais, que analisam contas dos candidatos a deputados, senadores e governadores, bem como as contas dos diretórios estaduais, têm apenas 137 fiscais em todo o Brasil. No Tribunal Superior Eleitoral (TSE), responsável por avaliar as contas dos candidatos a presidente da República e as dos diretórios nacionais, há 11 fiscais.

Divulgado em abril, um estudo comparou a Justiça eleitoral brasileira com a do México. Lá, existem 9 partidos e são 350 servidores para fiscalizar as contas eleitorais. Aqui, são 137 fiscais para 35 partidos. Um servidor ouvido pelo Estado admitiu que, nas atuais condições, é impossível fazer uma “análise profunda e absoluta” das contas.

Mais do que discutir a destinação de mais recursos públicos aos partidos políticos, faz-se necessário capacitar a Justiça eleitoral para realizar eficazmente seu trabalho de fiscalização. Especialmente em matéria eleitoral, não cabe fingir que as coisas estão funcionando, como se bastasse uma avaliação superficial.

Não há dúvida de que a decisão do STF de proibir doações empresariais acaba por aumentar o trabalho da Justiça Eleitoral, já que, nesse novo regime, deve haver um maior número de doações de pessoas físicas. Tal realidade só aumenta a importância de prover o poder público da necessária estrutura para uma fiscalização eficiente, capaz de descobrir eventuais fraudes nas contas partidárias. Como reconheceu a Suprema Corte, a origem das doações não é uma questão burocrática – ela interfere na qualidade da democracia.

O que seria desprovido de todo sentido é abandonar ou fazer minguar um sistema eleitoral apoiado nas doações de pessoas físicas simplesmente porque sua fiscalização é mais difícil. Afinal, o mérito da democracia não está em eventual facilidade.

Entre tapas e beijos

Ontem, por volta das 23h, o meu celular tocou. Atendi, e, do outro lado da linha uma voz feminina: "Ercio, que bom que atendestes. Quero te contar uma novidade que está causando muito rebu aqui na nossa Santarém. Presta atenção! Aquele casalzinho (citou os nomes dele e dela) cujo casamento realizado há pouco tempo e que movimentou a sociedade santarena em uma grande festa, muito badalada nas colunas sociais, está vivendo um relacionamento problemático. Brigam tanto que, quando vão pra cama, não fazem amor - fazem ódio. É um LARmentável! E dizem que a mãe da esposa, aconselha: "Larga logo esse cara, procura esquecê-lo, sepulta a lembrança dele na mais profunda sepultura do teu coração e põe sobre o túmulo a pedra do teu mais ardente desprezo." - Credo! Que horror!
O nome da informante? Não vou revelar, afinal, trata-se de uma fonte de fofoca, das boas. Sabendo que irei publicá-las aqui, a Pestinha (vou chamá-la assim) certamente detonará outras. É só aguardar.

Desrespeito

Um paciente, leitor deste blog, pediu que eu contasse, aqui, que assistiu, abismado e indignado, o tratamento indelicado de um médico que, com um chilique de estrelismo, ofendeu, menosprezou o trabalho de uma enfermeira que estava de plantão.

Não são raras as vezes que isso acontece, infelizmente. A sociedade deve ver nos enfermeiros, nas enfermeiras, profissionais que cursaram uma faculdade, adquiriram conhecimento técnico-científico e, como membros de equipes de hospitais, das clinicas, das ambulâncias de socorro urgente, são tão importantes e essenciais quanto os médicos na reabilitação do ser humano - pobre ou rico - diante de uma enfermidade.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Clonando Pensamento

De José Colares, em sua página no Facebook:
"Se não houver um conjunto de medidas visando a segurança do balneário, partindo de ações do Governo do Estado, das Polícias Civil e Militar e até da Administração Municipal, Alter do Chão vai virar notícia nacional de que lá é terra sem lei e sem segurança. Casas são arrombadas quase todas as semanas; pessoas são assaltadas; a droga é consumida descaradamente e a Praça da Matriz virou antro de elementos suspeitos e viciados. Apesar de tudo, o administrador José Carlos Zampietro está tentando melhorar o panorama da Vila, porém acho que paciência tem limites, e a dele pode se acabar.Não é possível que deixemos que o nosso maior acervo turístico se transforme num palco de desmando e de insegurança total. A sociedade organizada e as autoridades têm o dever de se unirem para mudar esse cenário."

Participe!


Realidade não está na tela da TV, destaca papa Francisco


Francisco também criticou o que chamou de "Alzheimer espiritual"

Em mensagem enviada ao Encontro de Rimini para a Amizade entre os Povos, o papa Francisco afirmou ontem (20) que as pessoas não podem olhar a realidade apenas da "varanda" ou pela "televisão".

O Congresso acontece desde a década de 1980 e costuma ser inaugurado por uma declaração do Pontífice. "Não nos é permitido olhar a realidade a partir da varanda nem podemos permanecer comodamente sentados no sofá a olhar o mundo que passa à nossa frente na televisão."

De acordo com Jorge Bergoglio, é preciso admirar "o verdadeiro, o belo e o bem que nosso pai nos deu" para viver como uma "oportunidade" a "mudança temporal na qual estamos imersos". Francisco também criticou o que chamou de "Alzheimer espiritual", que consiste em "esquecer a história de nossa relação com Deus". "Se nos tornamos desmemoriados sobre nosso encontro com o Senhor, não estaremos mais seguros de nada", declarou

A censura na TV é maior do que no regime militar

Maria do Carmo (Carolina Dieckman) foge de repressão policial em cena da primeira fase de "Senhora do Destino"
Por Flávio Ricco, jornalista e blogueiro
Que aqui é o país do faz de conta todo o mundo sabe desde 1.500, mas alguns setores ainda se esforçam, a cada dia, em querer reafi rmar esta verdade.

Nos anos 1970, ditadura plena por aqui, a novela ‘Mulheres de Areia’ foi exibida sem restrições na extinta Tupi, isto em meio a feroz censura do então ministro Alfredo Buzaid.

Zilhões de movimentos da Terra depois disso, em 2012, um remake da mesma ‘Mulheres de Areia’, na TV Globo, foi censurado pelo Ministério da Justiça, porque aparecia o perfi l de uma mulher nua na sua abertura.

Em setembro do ano passado, o Supremo Tribunal Federal considerou inconstitucional qualquer tipo de censura.

Ainda assim, agora, nem um ano depois, o Ministério da Justiça quer que a reapresentação de ‘Senhora do Destino’ no ‘Vale a Pena Ver de Novo’, passando por cima da decisão do STF, tenha várias cenas cortadas.Este é um país onde se tem 70 mil assassinatos por ano e o grau de corrupção política é considerado o maior do mundo, mas o Ministério da Justiça, num universo que não é o nosso, se preocupa com os personagens de uma novela.

Clonando Pensamento

"Você está sendo parcial. E você, como jornalista, deveria ser imparcial. Você tem que rever seus conceitos. Vocês têm que dar um pouquinho mais de valor para quem vem de fora de São Paulo. Vocês da imprensa de São Paulo têm de olhar um pouquinho diferente pra todo mundo porque o Brasil é muito grande." (Vágner Mancini, técnico do Vitória da Bahia, ao repórter Felipe Garraffa, da Rádio Bandeirantes, que afirmou que o time baiano teria tido apenas uma finalização durante a partida em que venceu o Corinthians por 1x0)

City aceita pagar multa de 300 milhões de euros por Messi

O Manchester City estaria disposto a pagar a cláusula de rescisão de 300 milhões de euros de Lionel Messi, informou canal 'C+ França'. Caso o interesse dos ingleses se confirme, o argentino seria o jogador mais caro da história do futebol. Messi ainda não renovou seu contrato com o clube catalão.

Os 'Citizens' já tinham feito uma investida para tentar contratar o maior craque do clube catalão no último mês de junho, quando ofereceu um salário de aproximadamente 187 mil euros por dia (aproximadamente R$ 800 mil por dia).

À época, segundo o The Sun, a imprensa local havia cogitado a participação do New York City, clube da MLS (liga americana) e parceiro do City na negociação. O clube americano injetaria R$ 150 milhões, totalizando R$ 450 milhões para garantir que o Barcelona aceitasse.

Novela - O vice-presidente esportivo do Barcelona, Jordi Mestre, reconheceu que o astro argentino Lionel Messi ainda não assinou sua renovação de contrato até 2021 e afirmou que falta combinar uma data para a assinatura.

O argentino estaria insatisfeito após a saída de Neymar pois ficaria com a responsabilidade de ser o único 'carregador de piano' da equipe na parte criativa. Soma-se a isso o fato do Barcelona ter tomado uma 'surra' do Real Madrid na semana passada, o que mostra que o time catalão está abaixo dos merengues. Resta esperar as próximas semanas para conferir os novos capítulos da novela.

"Já conversamos e concordamos. Estamos esperando marcar uma data para a assinatura. A princípio está tudo certo. Só falta a assinatura", insistiu o dirigente barcelonense. Mestre, que na época garantiu "aos 200%" que Neymar não deixaria o Barcelona, demonstrou toda confiança que a renovação do argentino não terá problemas.

Quem são eles?

Deve ser horrível ser obrigado, ser pago para falar bem ou mal de uma pessoa, sabendo que está errado, que está mentindo. Será que isso acontece com alguém que atua em jornais, em blogs, no facebook e em emissoras de rádio ou televisão no Pará?

Corruptos se voltam contra o Judiciário

Sob o título “Desmonte do Judiciário”, o texto a seguir é de autoria do desembargador Ivan Sartori, ex-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo. Foi publicado em sua página no Facebook.

Em represália à operação Lava Jato, políticos corruptos se voltam contra o Judiciário, desviando o foco sobre si, utilizando-se da imprensa e colocando o povo contra os juízes.

Não tenha a menor dúvida, caro leitor, de que o nivelamento por baixo dos subsídios da Magistratura, desprezando décadas de trabalho de magistrados, levará ao esvaziamento do Judiciário, com milhares de aposentadorias e exonerações. É o objetivo desses políticos.

E mais despesas haverá, porque, além de arcar com essas aposentadorias, o governo terá que admitir milhares de magistrados, sem falar na defasagem incalculável que isso gerará na prestação jurisdicional. Certo que, em alguns casos, há mesmo distorções. Mas, não se pode generalizar. Que se tomem providências pontuais.

Lembre-se que salvo um cargo, emprego ou contratação de professor (cujos ganhos, em regra, são bem baixos), o juiz não pode ter outra função, emprego ou trabalho, como os políticos, por exemplo.

Também não tem fundo de garantia. E, agora, os mais novos, nem mesmo aposentadoria tem, sucedendo que deverão arcar com o alto custo de uma previdência privada, com um ganho de, aproximadamente, R$ 21.000,00 líquidos. A respeito das responsabilidades que recaem sobre o juiz, nem é preciso falar.

Lembre-se que, se altos valores são pagos a magistrados antigos, é porque o Estado não quita o que deve no momento oportuno, de modo a sacrificar o profissional no instante em que precisa receber o que lhe é devido.

Imagine um diretor de empresa, com 36 anos de trabalho (como o subscritor), que deixa de receber adequadamente seus direitos? Basta ir ver os cálculos em muitos casos lá na Justiça do Trabalho. Vai a mais de milhão, fácil.

É preciso dizer, ainda, que essas distorções não ocorrem somente no Judiciário. Vá ver nas advocacias públicas, auditorias fiscais, funcionário parlamentares, de empresas publicas, etc. Ali estão as verdadeiras distorções.

É bom lembrar que os ministros dos tribunais superiores, inclusive do STF, a Justiça Federal e Ministério Público Federal já receberam verbas atrasadas que os magistrados dos estados estão recebendo parceladamente. Verdadeiras boladas foram pagas a muitos desses ministros, procuradores e juízes. Levantem-se os últimos cinco ou seis anos e se verá.

Então, se é para nivelar por baixo, até concordo, mas tem que ser para todos, sem exceção, e quem recebeu o que outros não receberam, que devolva os valores recebidos. Se é para desprezar direitos e atrasados, que venha. Mas, não se esqueçam das empresas públicas, autarquias e, principalmente, do parlamento, em que oceanos de dinheiro são pagos a inúmeros funcionários, muitos deles inúteis.

Por outro lado, se o povo quer uma magistratura corrupta e medíocre, composta por servidores públicos que batam o ponto e ganhem baixos valores, que venha.

Mas, nem pensem em Lava Jato e outras tantas operações e processos, Brasil afora, contra corruptos ou mesmo o crime.

Enquanto isso, o Estado, inexistente, abre espaço para o crime organizado, que já vem governando o país.

Rabugento, Jerry Lewis encantou brasileiros e irritou comunidade gay

 
Morto ontem (20), o comediante Jerry Lewis colecionou polêmicas, principalmente relacionadas a comentários ofensivos feitos à população LGBT, e uma fama de rabugento incorrigível. 

Convidado em 2013 para atuar numa ponta no filme brasileiro "Até que a Sorte nos Separe 2", o ator deixou apreensiva a equipe do longa. Na trama, Lewis interpreta o carregador de malas do hotel em Las Vegas em que se hospeda o milionário interpretado por Leandro Hassum. 

"Ele chegou com mil restrições: não podia ficar muito tempo de pé, tinha um problema na coluna, não queria vestir o smoking...", lembra o diretor do filme, Roberto Santucci. Mas aos poucos, diz ele, seu lado cômico "começou a tomar conta do set".

As dores nas costas eram reflexo de um acidente que o comediante sofreu em 1965, durante um show num hotel, americano, e que o levariam a ficar viciado num analgésico pelos próximos 13 anos.
"Dava para ver que ele se transformava quando fazia aquilo que mais gostava, que era o humor. Quando ele entrava no barato dele, a idade desaparecia", diz Santucci.

Não que as coisas tenham corrido com total serenidade. "Muitas vezes eu tinha que tentar convencê-lo de fazer algumas coisas, mas foi uma experiência bacana", afirma.

A ideia de trazer Lewis ao filme –e de nele reprisar seu papel em "O Mensageiro Trapalhão" (1960) teve dedo do comediante Marcius Melhem, parceiro de Hassum. "Todo comediante da minha geração foi influenciado pelo humor dele", diz Melhem. "Eu, que por muito tempo fiz humor físico, era fissurado no trabalho dele. O que ele fazia com Dean Martin influenciou muito o que eu e Leandro Hassum fazemos." 

Os dois atores brasileiros contracenaram com Jerry Lewis em "Até que a Sorte nos Separe 2". "Só de estar ao lado dele no set depois de tudo ao que assisti dele foi inesquecível", afirma Melhem. 

Um dos produtores do longa, Fabiano Gullane lembra do primeiro contato que teve com o americano, para fazer o convite da participação."Ele chegou com uma pastinha tipo 007 para fazer a reunião. De repente, abriu a mala e sacou um nariz de palhaço e baralho de mágico", afirma o produtor. "Em sua última cena, foi ovacionado."

POLÊMICAS - Ovações à parte, Jerry Lewis protagonizou polêmicas com a comunidade gay, que o levaram a se desculpar.

Durante uma maratona beneficente realizada em 2007, o ator fez piada com um parente imaginário seu, que ele chamou de "Jesse, The Illiterate Faggot" (algo como "Jesse, o viado analfabeto"). Lewis teve que se desculpar publicamente pelo comentário.

No ano seguinte, falando à televisão australiana, o ator disse que achava o críquete, paixão nacional naquele país, um "esporte de maricas". O comentário foi acompanhado de Lewis gesticulando de maneira bastante afeminada.

As mulheres foram outras vítimas: em 2000, num evento de humor, disse não gostar de comediantes do sexo feminino. "Penso nelas como máquinas de produzir bebês".

Ironicamente, o ator propalava a história de ter sido expulso do colégio onde cursava o ensino médio após ter dado um soco no diretor da escola, que o insultou com um comentário antissemita.

O ator também dizia ser confidente do amigo Sammy Davis Jr., que lhe telefonava chorando para falar das ofensas racistas de que era vítima.

Em 2015, Lewis criticou o então presidente Barack Obama ("nunca foi um líder"), disse que refugiados deveriam ficar "na puta que o pariu onde estão" e elogiou a candidatura de Donald Trump: "Ele é ótimo porque é um 'showman'. E nunca tivemos um na cadeira presidencial."

Embora fosse afiliado ao Partido Republicano, dizia ter sido amigo do ex-presidente democrata John F. Kennedy.

'A PIOR ENTREVISTA' - Lewis também era famoso pelo mau humor com que tratava jornalistas e o público de seus shows em Las Vegas.

No ano passado, para um especial feito pela revista "The Hollywood Reporter" com artistas nonagenários, foi rude com seu entrevistador, despejando respostas monossilábicas e o deixando nitidamente constrangido. Ele ainda imitou a risada do jornalista com certo desdém.

Questionado se já cogitou aposentadoria, o ator de 91 anos responde com dois irritados "Por quê?". Quando indagado sobre as razões de gente da sua geração continuar na labuta, dispara: "Porque somos bons nisso".
A reportagem em vídeo viralizou e ganhou o apelido de "a mais constrangedora entrevista de 2016".

Não era um artista modesto. O site IMDb, vasta base virtual de dados sobre cinema e televisão, compila um de seus famosos arroubos.

"Sou um gênio multifacetado, rico, talentoso e famoso internacionalmente [...] Minha resposta a meus críticos é simples: Eu gosto de mim. Gosto do que me tornei e tenho orgulho do que conquistei. E eu acredito que nem arranhei a superfície ainda."

A camisa do seu clube

Cristiano Ronaldo tira a camisa para comemorar seu gol pelo Real Madrid 
Por Ruy Castro - Folha de SP
Outro dia, um jogador de um grande clube marcou um belo gol e saiu vibrando. Como se tornou normal nessa comemoração, tirou a camisa e jogou-a pela linha de fundo –como um cozinheiro que atira o avental sujo num canto da cozinha depois de um dia à beira do fogão. Todas as TVs mostraram. Nenhum locutor fez tsk, tsk. Fica estabelecido, portanto, que, apesar de custar um cartão amarelo, a camisa de um clube é algo para ser jogada fora, como um trapo inútil.

Serve também para assoar o nariz, ao fim do jogo, antes da entrevista ao repórter. É levada com a mão ao nariz e este é colocado violentamente em erupção, com um som de ronco, seguido –calcula-se– de um derrame de mucos e defluxos que, por sorte, não chegamos a ver. É esta mesma camisa que costuma ser trocada com o adversário e, provavelmente, a do outro jogador virá assim também, viscosa. Somos todos uma grande família.

E há ainda outro gesto comum entre os jogadores e suas camisas: o de enxugar com elas o suor do rosto. Mas, este, sim, é o mais nobre dos gestos. Se é para receber o produto do esforço do atleta que se entregou em campo por suas cores, nenhum pano –nem mesmo a bandeira do clube– será mais adequado para reconhecer tal dedicação. A camisa encharcada é a prova material de sua luta.

Os clubes não gostam que os atletas tirem a camisa ao comemorar um gol, mas apenas porque isto os deixa mal com os patrocinadores –em vez de exibir a marca que ajuda a pagar seus salários, os jogadores preferem desfilar suas tatuagens ou depilações. E não me consta que algum dirigente já tenha repreendido um jogador por se assoar na camisa diante das câmeras. Nós, torcedores, preferimos quando o jogador faz o gol e sai beijando o escudo. Mesmo sabendo que, ano que vem, ele estará beijando o do inimigo.

No Diário do Poder - Claudio Humberto

Número de sindicatos no País já passa de 17 mil O número de sindicatos no Brasil passou dos 17.200 este ano, no governo Michel Temer. Em setembro de 2015, antes do impeachment de Dilma, o total já era impressionante: 15.900 entidades. Quando Lula foi reeleito, o Brasil virou campeão no número de sindicatos, com mais de 90% do total mundial. Foi autorizada a criação de 9.382 sindicatos em 2006, mais da metade dos 17.289 de hoje.
Mais por vir
O Ministério do Trabalho confirmou terem sido autorizadas as criações de 112 novos sindicatos, de um total de 391 solicitações só este ano.
Mais sindicatos que profissões
São 11.867 sindicatos de trabalhadores, 5.408 de empregadores, sem contar federações, centrais, associações, conselhos de classe etc.
Resto do mundo
A África do Sul e Estados Unidos têm cerca de 190 sindicatos; Reino Unido, 168, Dinamarca, 164 e a Argentina, apenas 91.
Virou negócio
Os sindicatos brasileiros tiraram compulsoriamente de trabalhadores e empregadores brasileiros mais de R$ 3,5 bilhões, apenas em 2016.
Trabalhadores mais pobres pagarão por campanha
A conta do fundão eleitoral de R$ 3,6 bilhões, costurado por políticos no Congresso para bancar as campanhas do ano que vem, será paga pelos trabalhadores mais pobres. O valor estipulado para o fundo público de campanha é exatamente o mesmo que será “economizado” com o corte no valor do salário mínimo previsto para 2018 na Lei de Diretrizes Orçamentárias e anunciado semana passada pelo governo. ** O governo reduziu o valor do salário mínimo de 2018 de R$ 979 para R$ 969. Esses R$ 10 a menos serão a garantia de campanhas ricas.
Era melhor
Em vez de fundo eleitoral, os R$ 3,6 bilhões poderiam ser usados pelo governo para construir 65 hospitais bem equipados para a população.

Hidrelétricas na Amazônia

Por José Goldemberg, professor da Universidade de São Paulo e ex-presidente da Companhia Energética de SP.
Além do árduo trabalho de recuperar as finanças públicas, o atual governo precisa com urgência se dedicar a preparar planos de expansão da infraestrutura que seria essencial para a retomada do crescimento econômico. Isso significa analisar e avaliar os programas governamentais que deram certo ou errado e aprender com os erros do passado.

A prática de avaliação foi abandonada há tempos no Brasil e foi isso o que permitiu que programas mal formulados como o Ciência Sem Fronteiras e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) fracassassem.

Entre os problemas de infraestrutura mais urgentes a serem equacionados está o do setor de energia elétrica, que foi literalmente desorganizado pela Medida Provisória 579, do governo Dilma, que refletia uma visão estatizante e autoritária do problema. Impor, bruscamente, forte redução de tarifas de eletricidade numa época em que já se delineava uma crise nos reservatórios das usinas hidrelétricas parece insano. Além disso, retomar as concessões vencidas - basicamente “confiscar” usinas pertencentes aos Estados - parece ter sido arquitetado por tecnocratas que nunca construíram ou operaram essas usinas.

A grande expansão da produção da eletricidade no Brasil ocorreu na década de 60 do século 20, por meio da ação da Eletrobrás e de empresas como a Cesp e a Cemig, que atuaram como verdadeiras empresas de desenvolvimento regional. Sem o uso de recursos públicos e empréstimos a longo prazo e juros baixos do Banco Mundial, muitas das hidrelétricas não teriam sido construídas. Mantê-las em funcionamento durante o período da concessão exigiu recursos adicionais. A decisão do governo federal de retomá-las, como foi feito, sem ressarcir os Estados pelos investimentos adicionais feitos ao longo dos anos criou um péssimo precedente.

Cerca de 65% da eletricidade no Brasil é gerada em usinas hidrelétricas de grande porte. Há, ainda, espaço para sua expansão na Região Norte do País, e, se ela não ocorrer, haverá dificuldades em garantir eletricidade para a população brasileira, a não ser que se queimem combustíveis fósseis, o que tem vários inconvenientes, a começar pela emissão dos gases responsáveis pelo aquecimento global. O uso de gás natural em usinas termoelétricas poderá representar uma fonte de energia importante, mas apenas por um período de transição.

Fontes alternativas como a energia eólica, pequenas centrais hidrelétricas, energia fotovoltaica e outras contribuirão, mas sem hidrelétricas o sistema não se mantém em pé. Mesmo que a contribuição da energia eólica, como está ocorrendo, aumente muito, haverá necessidade de armazenar energia quando o vento não soprar ou soprar nas horas erradas. Não é fácil de armazenar grandes quantidades de eletricidade, a não ser nos reservatórios das usinas hidrelétricas, e não serão baterias elétricas apenas que o farão.

O que isso significa é que hidrelétricas com reservatórios vão continuar a ser indispensáveis por muitos anos.

Várias organizações ambientalistas, no entanto, têm se oposto frontalmente a essa opção. O argumento principal destes movimentos é o de que os reservatórios das usinas hidrelétricas inundam grandes áreas da Floresta Amazônica, o que simplesmente não é correto.

Só para dar um exemplo, três novas hidrelétricas que se pretendem construir na Amazônia (Sumaúma, Quebra Remo e Inferninho) vão gerar cerca de 1 milhão de quilowatts (suficiente para suprir as necessidades de 2 milhões de famílias), mas inundariam mil quilômetros quadrados. Por outro lado, o desmatamento que está ocorrendo hoje na Amazônia em razão do avanço da fronteira agrícola (legal e ilegal) é de cerca de 8 mil quilômetros quadrados por ano, repete-se todos os anos e já foi de mais de 20 mil quilômetros quadrados por ano 12 anos atrás. A área inundada pelas hidrelétricas citadas acima, que é de cerca de mil quilômetros quadrados, ocorrerá apenas uma vez.

Um outro exemplo é o da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, que foi planejada para gerar cerca de 11 milhões de quilowatts no período de vazão máxima das águas, o que só ocorre em menos de seis meses ao ano. Na média, vai gerar 35% dos 11 milhões de quilowatts, apesar do enorme custo das máquinas dimensionadas para gerar o dobro. Além disso, tem um reservatório relativamente pequeno, de 478 quilômetros quadrados (menos de um décimo do que se desmata hoje na Amazônia por ano), ou seja, vai funcionar “a fio d’água”, o que significa que será desperdiçada uma grande capacidade de geração de eletricidade. Em lugar de atender às necessidades de 23 milhões de famílias, ela atenderá a um número bem menor. Em contraste, há usinas como Porto Primavera, em São Paulo, que têm reservatório e geram quase 70% do tempo.

O combate ao desmatamento da Amazônia deveria, portanto, se concentrar no avanço da fronteira agrícola, que desmata oito vezes mais, a cada ano, que a construção das três hidrelétricas consideradas acima, que ocorrerá uma única vez.

Desmatar 8 mil quilômetros quadrados por ano para a retirada de madeira, a criação de gado e apenas eventualmente a plantação de soja contribui pouco para a riqueza nacional. Criar reservatórios de água para gerar 1 milhão de quilowatts de eletricidade, como é previsto nas três usinas mencionadas acima, contribuirá para assegurar a milhões de famílias o conforto e as amenidades que a eletricidade produz.

Os ambientalistas que se alarmam com o desmatamento provocado pelas hidrelétricas precisam levar em conta estes fatos. Há escolhas que têm de ser feitas e o interesse do conjunto da população do País deve se sobrepor a eventuais danos locais que as hidrelétricas poderão trazer e que terão de ser mitigados e compensados na medida do possível.

O direito de papel

Por Leandro Karnal - Estadão
O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.

Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças.
Mais aqui >O direito de papel

A lei e o arbítrio

Editorial - Estadão
Não é benfazejo que membros do MP tratem o que não lhes agrada como sinônimo de impunidade 
Dentro de suas atribuições constitucionais, a Câmara dos Deputados negou autorização ao Supremo Tribunal Federal (STF) para dar prosseguimento à denúncia contra o presidente Michel Temer apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Diante dessa negativa, o ministro Edson Fachin determinou, no dia 10 de agosto, a suspensão do inquérito até o término do mandato de Michel Temer, também como determina a Constituição. No entanto, há quem difunda a ideia de que esse desfecho da denúncia contra o presidente prejudica o andamento da Operação Lava Jato.

O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, um dos coordenadores da força-tarefa da Lava Jato em Curitiba, criticou, em entrevista ao jornal Valor, a decisão da Câmara dos Deputados de negar prosseguimento à denúncia. “Toda vez que uma investigação não atinge os seus objetivos, uma acusação não é processada, boa parte da população se sente desanimada”, disse Carlos Fernando. “O certo mesmo de qualquer acusação é que seja recebida e o Judiciário enfrente o mérito”, sentenciou o procurador.

A afirmação do procurador reflete uma opinião pessoal - e muito enviesada - e não o que manda o Direito. O certo, com o qual o Ministério Público deve estar absolutamente comprometido, é o cumprimento da Constituição. E no caso concreto verifica-se uma exata obediência ao mandamento constitucional. O art. 86 da Carta Magna condiciona o julgamento criminal do presidente da República pelo STF à admissão da acusação “por dois terços da Câmara dos Deputados”.

Essa disposição constitucional não representa qualquer conluio com a impunidade, sendo apenas um reconhecimento de que eventual julgamento do presidente da República tem sérios efeitos sobre o País e que, portanto, merece um cuidado especial. É do sistema democrático que matérias especialmente sensíveis à vida da sociedade sejam submetidas ao controle do Poder Legislativo.

Ao comentar a votação que negou o prosseguimento da denúncia contra o presidente da República, o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima fez a seguinte avaliação: “Acho que os únicos que ganharam (com a decisão) foram os partidos e políticos que fizeram barganha e que agora têm uma posição de poder barganhar novamente”. Como é evidente, escapa ao papel do Ministério Público emitir juízos sobre o papel constitucional da Câmara dos Deputados. Há no País uma saudável e necessária separação dos Poderes, e o Ministério Público - é sempre bom lembrar - não é um deles.

Além disso, dar como fato a vinculação entre a decisão da Câmara e suposta barganha dos deputados indica uma inversão de princípios incompatível com a defesa do bom Direito, tarefa que, entre outras, compete ao Ministério Público. Nesse equivocado raciocínio, presume-se que Michel Temer seja culpado dos crimes de que foi acusado e, portanto, o voto negando prosseguimento à denúncia só poderia ser efeito de negociações espúrias. E se houve barganhas condenáveis, cabe a qualquer membro do Ministério Público levar o caso à Justiça, não deblaterar perante a opinião pública.

É benfazeja, sem dúvida, a disposição do Ministério Público de perseguir crimes e criminosos. O País precisa dessa persistente luta contra a corrupção e a impunidade, que não se restringe, como é óbvio, à Operação Lava Jato. Mas não é benfazejo que membros do Ministério Público, fazendo vista grossa aos ditames da lei, tratem tudo o que não lhes agrada como sinônimo de impunidade. Não houve descumprimento da lei na decisão da Câmara dos Deputados de negar autorização ao prosseguimento da denúncia. Não cabe, portanto, criticá-la, como se ela contribuísse para a impunidade.

Nesses tempos esquisitos, faz-se necessário lembrar que, onde há lei, não há impunidade. Quando o Direito é esquecido e o que vale na prática são as opiniões pessoais, a tão almejada “batalha contra a impunidade” é mera ilusão, simples manobra de quem deseja impor suas vontades.

domingo, 20 de agosto de 2017

"Galeria de Amigos": JÚLIO CESAR IMBIRIBA DE CASTRO

Médico excelente, que presta bons serviços aos seus pacientes em Santarém, sua terra natal, onde é muito querido.

Youtuber gay e evangélico promete 'pé no peito' e 'novo olhar cristão' na TV

 
Artur Vieira (foto) tinha quatro anos quando percebeu que era "diferente" dos três irmãos (um gêmeo) e da irmã. "Entendi que havia menino, havia menina e havia uma terceira coisa, que era eu."

Aos 11, caiu a ficha: do quinteto, só ele não era hétero. A epifania veio depois de ver Ney Matogrosso cantar e dançar num show na cidade natal do menino, Uberlândia (MG). "Foi aí que minha mãe me explicou sobre os gays."

Artur tinha 17 anos quando percebeu que era "diferente" do resto da família, todos católicos. "Sempre um buscador de Jesus", foi levado a uma Igreja Universal do Reino de Deus na Barra da Tijuca por uma colega da faculdade particular de jornalismo que cursava no Rio. Estava mal. "Tinha acabado o namoro com um rapaz, fui lá para consolar um coração despedaçado."

Desde então, Artur, 33, forma um binômio que já causou estranheza e mesmo desprezo tanto em igrejas quanto na comunidade LGBTQ. Ser gay e evangélico? Pode isso?

E por que não? Em "De Volta ao Reino", programa que nasceu no YouTube e estreou sábado (12) na Rede Brasil, ele adota o bordão "um novo olhar cristão". Apresentadores gays ou "crentes" há de montão, diz. Já esta é uma pioneira atração comandada por um "dois em um" (homossexual evangélico) na TV aberta.

Artur conta que usará o espaço para falar sobre toda sorte de preconceito que já enfrentou. "Você acha que vou deixar meus amigos serem massacrados pelo [Silas] Malafaia? Ele tem uma hora na [grade da] Band, você acha que nos meus 15 minutos não vou meter dois pés no peito?"

PECADO - O pastor que já patrocinou centenas de outdoor com o lema "Deus fez macho e fêmea" tem um programa na mesma Rede Brasil, o "Vitória em Cristo". O mineiro afirma que já deu ouvidos a líderes como Malafaia. Por anos, um pastor da igreja presbiteriana que frequentava na juventude o convenceu que gostar de alguém do mesmo sexo era pecado.

"Falou para que eu cortasse cabelo estilo militar, arranjasse uma namorada, parasse com a maquiagem", lembra o mineiro, que chegou para esta entrevista, num café na avenida Paulista, com pó facial, máscara para cílios, bandeira do arco-íris (símbolo LGBTQ), Bíblia e camiseta cinza com "Jesus" escrito nas costas em pedrinhas de brilhante.

O pastor também lhe recomendou a tal da "cura gay". Expulsar o "demônio da homossexualidade", disse, exigia sacrifícios. Ele mandava Artur jejuar mais (pular o almoço, por exemplo), elencar os garotos com quem já transou e renunciar a eles, subir um monte para lá no topo ser ungido com um "óleo especial".

Artur tentou de tudo, até noivar com uma moça da igreja. "A gente nem beijava, só pegava na mão." Ainda assim, decidiu ir em frente: encomendaram vestido de casamento e planejaram lua de mel. "Paris. Bem bicha, né?"

Enfim tomou coragem e desmarcou o casório –mas ainda sem coragem para sair do armário. "Passei um tempo no hiato, não era nada."

DIZ A BÍBLIA - A aceitação começou a chegar após conhecer a teologia inclusiva, ramo que aproxima minorias e discurso religioso. Exemplo: Artur identifica ao menos sete passagens bíblicas que de fato condenam a homossexualidade, como este versículo do Antigo Testamento: "Não te deitarás com um homem como se fosse mulher: isso é uma abominação".

Mas ele lembra que há trechos bíblicos com vetos que ninguém leva a sério hoje, vide um do livro "Coríntios": "As vossas mulheres estejam caladas nas igrejas, porque não lhes é permitido falar". "Isso as pessoas não lembram, principalmente as pastoras que condenam nós, os homossexuais", argumenta Artur.

A seus seguidores no Facebook aconselha: "A Bíblia é imutável. Porém precisamos fazer uma análise crítica/temporal do contexto em que ela foi escrita. Simples assim".

A fé é outra potencial fonte de bullying. É comum ouvir tiradas como "é crente, mas é gente boa", afirma. Isso quando a raiva por Artur ser um gay evangélico não é escancarada. "No começo, ativistas [LGBTQ, de lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e queers] acabavam comigo por achar que eu era líder de igreja." Sua meta na TV, afirma, é "desmistificar muros de preconceito".

Futebol: Transito entre o passado e o presente

Por Tostão, médico e ex-jogador, é um dos heróis da conquista da Copa de 1970.
Dias atrás, assisti, novamente, ao delicioso filme de Woody Allen, "Meia-noite em Paris". Um jovem escritor, sonhador, vai a Paris, viaja no tempo, para os anos 1920, e fica amigo de seus ídolos, como Hemingway, Picasso e Salvador Dali. Era o mundo em que sonhava viver. Ele conhece uma garota da época, chateada com a vida que levava e que queria viver na Belle Époque, na passagem do século. Os dois voltam ao tempo e se encontram com os artistas Gauguin, Toulose Lautrec e outros, todos insatisfeitos, sonhando em viver na Renascença.

O ser humano vive em falta de alguma coisa, que imagina encontrar em outro lugar, em outros amores, em outras situações ou em outras épocas. Busca um bem-estar e uma felicidade idealizada. Esta incompletude tem a ver com a angústia da finitude da vida. Para outros, com uma carência afetiva, uma ansiedade de percepção, diante da vida e do mundo.

No futebol, muitos acham que todos os jogadores e times do passado eram melhores, que não se faz, hoje, como era antes. Em minha adolescência, época de Pelé, Garrincha, Didi e Nilton Santos, muitos diziam que bons mesmo eram Zizinho, Di Stéfano e Puskás. Muitos torcedores me falam que os jogadores atuais só pensam em dinheiro, que não têm mais amor à camisa. Não é bem assim. Antes, os atletas ganhavam muito menos, mas eram muito mais amadores que profissionais. Atualmente, são mais responsáveis e se preparam melhor para as competições.

Assim como existem os saudosistas, encantados por fatos que existiram e/ ou imaginaram, há os modernistas, modernosos, fascinados pela tecnologia, pela estatística, pelo planejamento, com pouco senso crítico. Acham que a vida e o futebol começaram com a internet. Os iluministas, no século XVII, pensavam o mesmo. Diziam que a razão é o único guia infalível da sabedoria e que o mundo é uma máquina comandada por leis inflexíveis.

Coletivamente, o futebol evoluiu muito nos últimos 15 anos, e essas mudanças só chegaram ao Brasil com Tite, no Corinthians, e, agora, na seleção. As atuais equipes brasileiras seguem o mesmo caminho. Antes, predominavam os excessivos chutões, faltas e jogadas aéreas, os amplos espaços entre os setores, a marcação individual, a dificuldade de recompor, quando se perdia a bola, e muitas outras coisas.

Isso tem mudado, aos poucos. Os quatro semifinalistas da Copa do Brasil estão adaptados a um novo tempo, pois, quando perdem a bola, marcam com oito ou nove jogadores, e, quando a recuperam, avançam em bloco. São defensivos e ofensivos.

O Real Madrid, nas duas vitórias sobre o Barcelona, quando perdia a bola, marcava, mais recuado, com três pelo meio e dois jogadores pelos lados. Quando a recuperava, quatro dos cinco chegavam ao ataque. O Barcelona é a única grande equipe do mundo que não consegue recuar e proteger os zagueiros, que vivem correndo atrás dos atacantes. O Real, além de ter um elenco muito superior, joga um futebol moderno. O Barcelona terá de se reinventar. Quem sabe, Paulinho seja uma boa opção tática? Transito entre o passado e o presente, fascinado pela internet, que revolucionou a vida humana e, ao mesmo tempo, com distanciamento e estranheza. Depois que li a coluna de Ruy Castro, mestre da crônica, que ele não possui celular, perdi a vergonha de usar um que só faz e recebe ligações.

Ex-partidos

Editorial - Folha de SP
Não se equivoca o deputado Guilherme Mussi (PP-SP), ao dizer que seu partido segue uma tendência internacional ao optar por mudança de nome e de qualificação.

O Partido Progressista deixará de se chamar "partido" –e alguns poderão perguntar se alguma vez chegou a sê-lo. Será, ou serão, o Progressistas, simplesmente.

Prefere-se o plural, mera menção a uma vaga semelhança de vontades individuais. Foi esse o caminho adotado, já há tempos, pelo antigo PFL, o Partido da Frente Liberal, que agora é conhecido pela denominação de DEM (os Democratas).

Internacionalmente, como bem se sabe, o espanhol Podemos (que já dispõe de homônimo no Brasil) representa um desejo de renovar os costumes políticos que se insurge contra a habitual estruturação partidária e programática.

Reflete-se ali a tentativa de manter as características mais fluidas de um movimento social, em detrimento do talvez inevitável processo de institucionalização.

É que, em toda parte, vem ocorrendo uma crise na própria ideia de representação política. Primeiro, porque os slogans e programas partidários tendem rapidamente a indiferenciar-se quando se tomam medidas econômicas em geral impopulares, mas necessárias.

Em segundo lugar, porque a fragmentação da sociedade em número cada vez maior de interesses corporativos, geracionais, regionais e culturais conflitantes torna ultrapassados os antigos fundamentos de classe e de passado histórico que davam a cada agremiação uma fisionomia inconfundível.

Tais fenômenos contribuem para explicar o que se passa no ambiente europeu. O caso brasileiro, como não podia deixar de ser, agrega particularidades que o distanciam de um esquema modelar.

A mudança no nome de partidos atende menos a novas realidades sociais e mais à tentativa oposta: a de manter os mesmos vícios sob outro rótulo. O DEM, que já foi PFL, e o PP, que será Progressistas, nasceram da antiga Arena, o partido que sustentava o regime militar, depois batizado de PDS.

Igualmente desacreditado nos dias de hoje, o PMDB cogita voltar ao nome dos remotos tempos em que era oposição: MDB, sem o enganador "partido" a pesar na sigla.

Rede e Solidariedade já constituem agremiações com semelhante característica gramatical. Não se sabe como denominar seus membros: redistas, solidários? Quem sabe muitas legendas devessem por aqui adotar um nome único: Partido do Poder. Economizariam no marketing e nos custos, tão altos, aliás, de campanha.

Clonando Pensamento

Do ex-presidente Lula, ontem, em Salvador(Ba)
“Não é possível a gente passar o ano inteiro falando que tem que melhorar e na hora do voto colocar uma raposa lá dentro do galinheiro. A gente precisa ficar mais esperto. Não dá para votar num cidadão sem saber se ele é raposa ou não."
"Não sou daqueles que, quando aparece denúncia, colocam o rabo entre as pernas e vão embora. Vou cobrar que eles apresentem provas."
"Sou temente a Deus. É a única coisa a que sou temente. Não sou temente aos homens."
"Este País é grande demais. Este País não nasceu para ser a merda que é”

Alegria, alegria!

Completa hoje (20), 12 anos de idade, a minha linda e querida neta Maytê, filha do Ercinho e da Elane. Parabéns, Tetê, e um beijo do Vô.

Fundo de R$ 3,6 bilhões ‘é um desaforo’, afirma Barroso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso concede entrevista ao ‘Estado’ em Brasília
Crítico do atual modelo eleitoral e partidário brasileiro, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), considera um “desaforo” a criação de um fundo público com R$ 3,6 bilhões para financiar campanhas, como está sendo discutido na Câmara. Diz que o valor teria de ser menor, chegando, no máximo, a R$ 1 bilhão.

Futuro vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018, Barroso aponta como positiva a proibição da doação empresarial nas eleições, sistema que, segundo ele, era “mafioso”.

O ministro defende o barateamento das campanhas, o aumento da representatividade no Parlamento e a ampliação da governabilidade. Para ele, a solução é o Congresso aprovar o voto distrital misto para as eleições de 2022, mesmo pagando o “preço do distritão” para 2018 e 2020. “Se não passar a reforma política, vamos continuar afundando no lamaçal que se tornou a política brasileira, e a lama já passou do pescoço”, afirmou o ministro ao Estadão/Broadcast. A seguir, os principais trechos da entrevista.
SISTEMA ATUAL
Para o ministro, o sistema eleitoral brasileiro, com voto proporcional, lista aberta e coligações, é um “desastre completo”. “O eleitor não sabe exatamente quem ele elegeu, e o candidato não sabe exatamente por quem ele foi eleito”, diz. “Não tem como funcionar, porque o eleitor não tem de quem cobrar e o candidato não tem a quem prestar contas. Esta é, a meu ver, a principal causa do descolamento entre a classe política e a sociedade civil. Viraram mundos apartados, e isso, se perdurar por muito tempo, oferece um risco democrático. Portanto, é preciso reaproximar a política da sociedade.”
O ministro critica a profusão de partidos políticos – atualmente são 35 registrados no TSE – e diz que o Supremo errou ao eliminar a cláusula de barreira, em julgamento em 2006. “Existem mais de três dezenas de partidos, existem outros tantos esperando na fila, de baixíssima densidade programática, e, na verdade, esses partidos acabam virando negócios privados. E, frequentemente, negócios privados desonestos, porque esses partidos vivem de apropriação privada do Fundo Partidário e da venda do tempo de televisão”, afirma.
FUNDO ELEITORAL
“A alternativa que se cogita, de R$ 3,6 bilhões, na atual conjuntura brasileira, é um desaforo, e, portanto, é compreensível a reação da sociedade. Um número mais compatível com a realidade brasileira, R$ 800 milhões, por exemplo, até R$ 1 bilhão, é uma discussão razoável, considerando a transição do modelo que nós temos para o do distrital misto, que é muito mais barato.”
GOVERNABILIDADE
No atual modelo presidencialista, segundo Barroso, o mandatário tem “excessivo protagonismo” e “mais poderes para fazer o mal do que o bem”. A proposta do ministro é a adoção do semipresidencialismo, em que o presidente seria eleito pelo voto direto, conduziria as relações internacionais e indicaria o primeiro-ministro, bem como os ministros do Poder Judiciário.
“A eventual substituição do primeiro-ministro não abalaria as instituições, porque o fiador da estabilidade institucional é o presidente da República, que tem mandato e não pode ser destituído”, avalia Barroso.
DISTRITÃO
Barroso diz não ver com simpatia o distritão, por considerar que esse sistema dificulta a representação de minorias e pode até encarecer as eleições. “Não me importaria que ele passasse, se esse for o preço para passar ao distrital misto em seguida. O sistema atual é tão ruim que possivelmente o distritão não é pior”, avalia.  E completa: “Acho que nós ainda vamos ter uma eleição difícil (em 2018), mas, se passar a reforma política com o distrital misto, nós teremos um caminho para o futuro. Se não passar a reforma política, vamos continuar afundando no lamaçal que se tornou a política brasileira, e a lama já passou do pescoço”, afirma.
ENFRAQUECIMENTO DAS SIGLAS
Barroso rebate as críticas de que os partidos políticos seriam enfraquecidos com a aprovação do distritão. “Enfraquecimento dos partidos não é uma profecia. É um diagnóstico. Os partidos já estão dilacerados, quase todos envolvidos em coisas erradas. Uma das situações reveladas pela Operação Lava Jato é que a corrupção no Brasil é multipartidária. Ninguém pode apontar o dedo para ninguém neste momento no Brasil. A única discussão que pode ter é: ‘O seu partido é mais corrupto do que o meu’”, afirma.
DOAÇÕES EMPRESARIAIS
O ministro se opõe a qualquer possibilidade de voltar ao modelo de doações empresariais para campanhas, barrado pelo STF em 2015. Segundo ele, esse sistema foi “indecente no Brasil”.  “O sistema era imoral no sentido constitucional da falta de moralidade administrativa, e, portanto, o Supremo fez muito bem em fulminá-la (doação empresarial). Pior que imoral, ele era mafioso, como aliás a colaboração premiada da JBS mostrou. Tudo era comprado. Do financiamento à desoneração, era pago com dinheiro público, era pago com recurso desviado”, afirma.
PATERNALISMO
Apesar de apoiar financiamento público para as próximas eleições, Barroso defende o fim desse sistema a longo prazo. “A meta tem de ser acabar com o fundo. A política precisa ser financiada pela cidadania. Você vai conquistar adeptos, fazer crowdfunding financiamento por meio de pequenas quantias, geralmente doadas pela internet por pessoas físicas, vai à sociedade buscar dinheiro. Essa dependência permanente da verba pública que se criou no Brasil para tudo tem que acabar. A sociedade tem que acabar com essa dependência do Estado. Esse paternalismo que existe no Brasil em relação a tudo precisa diminuir”, diz.

Estudante de 18 anos, representante do Piauí, é eleita Miss Brasil


  A candidata do estado do Piauí, Monalysa Alcântara, é a Miss Brasil 2017 (Foto: Reprodução / BE Emotion / Facebook)
A candidata do estado do Piauí, Monalysa Alcântara, foi a vencedora do concurso Miss Brasil 2017, realizado na noite de ontem (19) no Teatro Vermelhos, em Ilhabela, litoral de São Paulo.

A nova Miss Brasil tem 18 anos e é estudante de administração. Ela venceu outras 26 candidatas e irá representar o país no Miss Universo. Monalysa é a terceria negra a vencer o concurso. Em 2016, a vencedora foi a candidata do estado do Paraná, Raissa Santana, segunda negra a ganhar a competição.

Em segundo lugar, ficou a modelo e estudante de gestão financeira Juliana Mueller, de 25 anos, representante do Rio Grande do Sul. A terceira colocada foi a também modelo e estudante de engenharia de produção Stephany Pim, 23 anos, que representou o Espírito Santo. Monalysa Alcântara tem 1,77 m, 57 kg, cintura 69 cm, quadril 95 cm e busto 87 cm.

Na fase de perguntas e respostas, a nova Miss Brasil afirmou que para representar o país em uma competição internacional não vai mudar de comportamento. "Serei eu mesma: uma mulher nordestina, que passou por diversas coisas, muitas dores que fizeram ser quem eu sou hoje".

Monalysa deixa a competição com alguns prêmios, além da faixa e da coroa de miss. Ela vai levar para casa um carro 0km, além de receber uma viagem para Dubai com acompanhante. Outro prêmio da jovem piauiense é um contrato publicitário no valor de R$ 100 mil.

sábado, 19 de agosto de 2017

Hoje é o Dia Mundial da Fotografia

"Em um mundo completamente imagético como é o nosso hoje, a fotografia está presente em todos os momentos. Seja de câmeras comuns, digitais, de celulares, a imagem se tornou um elemento central nesse mundo midiatizado.

Mas, se hoje a fotografia tem esse lugar de destaque, podendo ser alterada, transformada e manipulada, muito se deve aos inventores deste conceito.

Dois franceses merecem destaque nessa descoberta: Joseph Nicéphore Niépce e Jean Jacques Mandé Daguerre. Niépce foi o precursor, unindo elementos da química e da física, criou a héliographie em 1926. Nesse invento ele aliou o princípio da câmara obscura, empregada pelos artistas desde o século XVI, à característica fotossensível dos sais de prata. Após a morte de Niépce, Daguerre aperfeiçoou o invento, rebatizando-o como daguerreótipo.

Por essa época um francês radicado no Brasil, Hércules Florence, desenvolvia também experimentos que levariam ao mesmo resultado. Mas o advento da fotografia foi anunciado ao mundo oficialmente, em Paris, na Academia de Ciências da França, consagrando o Daguerreótipo, em 19 de agosto 1839.

De lá pra cá a fotografia evoluiu muito e foi a grande responsável por apresentar o mundo à humanidade. Mesmo com o surgimento de outras formas de exibição de imagens (cinema, televisão, computador) a fotografia continua sendo a única “capaz de captar a alma humana”. Ou, como diria Henri Cartier-Bresson, um dos maiores fotógrafos de todos os tempos “fotografar é captar o momento decisivo”.


(Nossa homenagem aos profissionais da fotografia que atuaram e aos que ainda atuam  em Santarém: Vidal Bemerguy (meu pai), Alfonso Gimenez e Bernardo Keuffer (in memoriam), Edson Queiroz, Fortunato e Patrícia Serruya, Nilson Vieira, Emi Okada Pereira, e Adrio Denner, entre outros)